Menos de 1% dos postos de SP tem gasolina para vender, diz sindicato

Para sindicato, serão necessários de quatro a cinco dias para que a situação se normalize na capital

iG São Paulo |

Os motoristas da capital paulista enfrentam problemas para abastecer os veículos em função da paralisação dos distribuidores de combustíveis, que começou na segunda-feira (5), contra a restrição de circulação de caminhões. Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Paiva Gouveia, menos de 1% dos postos da capital paulista ainda tem gasolina para oferecer aos consumidores. Segundo ele, o estoque de etanol deve acabar até o início da tarde desta quarta-feira e o de diesel é suficiente para abastecer os veículos até quinta-feira (8).

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AE
Caminhão tanque é carregado no terminal de distribuição da Petrobrás Distribuidora S/A. nesta quarta-feira
Apesar do números divulgados por Gouveia, o sindicato que ele representa divulga outros dados. Segundo o (Sincopetro), dos 128 postos procurados pela entidade pelo menos 22 (17,2%) estão fechados sem os três combustíveis - gasolina, etanol e diesel.

Ainda de acordo com o balanço, a gasolina é o combustível mais em falta no momento. Há pelo menos 55 (42,9%) postos sem o produto e outros 60 (46,8%) com o nível baixo. No caso do etanol, há 31 (24,2%) estabelecimentos que não possuem o combustível e outros 80 (62,5%) temem que o estoque se acabe até o início da tarde. A oferta do diesel também é afetada na capital em pelo menos 108 (84,4%) dos postos, 35 (27,3%) já estão sem e 73 (57%) tem estoque bem reduzido.

Na noite desta terça-feira, a Justiça determinou a suspensão da greve sob pena de aplicação de multa diária de R$ 1 milhão aos sindicatos envolvidos na paralisação. O Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo (Sindicam-SP) afirmou nesta madrugada que acataria a decisão da Justiça, mas o seu presidente, Norival de Almeida Silva, disse que a decisão só pode ser tomada pelos caminhoneiros, que são donos dos seus caminhões.

O presidente do Sincopetro declarou que, mesmo que o abastecimento volte a ser feito hoje, serão necessários de quatro a cinco dias para que a situação se normalize na capital. “Diante desses fatos, estamos fazendo um apelo ao prefeito Gilberto Kassab para que suspenda a restrição nos próximos dias a fim de acelerar a estabilização do mercado.”

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Escoltas: PM garante escoltas, mas caminhoneiros têm medo de represália

A Polícia Militar (PM) está fazendo escoltas desde ontem a caminhões-tanque que não aderiram à paralisação . De acordo com a PM, das 8h de ontem às 8h de hoje, foram realizadas 31 escoltas a caminhões que transportam combustíveis na cidade, que saem de duas distribuidoras da Grande São Paulo e abastecem serviços considerados essenciais, como prefeitura, atendimentos de emergência e aeroportos, principalmente Congonhas.

Segundo o presidente executivo do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz, apenas 70 caminhões que transportam combustíveis saíram das distribuidoras durante todo o dia de ontem e na manhã de hoje. Todos tiveram escolta da polícia. Outros caminhoneiros que tentaram sair das bases de distribuição sem escolta foram impedidos pelos grevistas. "Entre 50 milhões e 60 milhões de litros deixaram de ser entregues por dia por causa da paralisação", informou Vaz.

Veja abaixo o mapa das restrições no trânsito em São Paulo (clique em cada ponto para entender a restrição):

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