Acidente envolvendo cerca de 300 veículos no Km 41, sentido São Paulo, levanta dúvidas sobre segurança e informações sobre o tráfego

Megaengavetamento na Rodovia dos Imigrantes que ocorreu no começo da tarde desta quinta-feira deixa dúvidas sobre as condições de segurança da via e a forma como os usuários são informados das condições de tráfego. Diversos avisos alertavam os motoristas sobre a neblina e pediam a redução da velocidade, mas por que a Ecovias, concessionária que administra a rodovia, não colocou nenhum aviso sobre o acidente para os motoristas, principalmente levando em consideração que toda a extensão da rodovia é monitorada por câmeras de segurança?

Além dos estragos causados por colisões, alguns veículos foram destruídos pelo fogo
AE
Além dos estragos causados por colisões, alguns veículos foram destruídos pelo fogo

Uma dúvida mais precisa é: como o acidente começou? A falta de uma sinalização pode ter sido a causa do engavetamento de dois quilômetros de extensão? Por reflexo, muitos motoristas saíram dos veículos depois de baterem em carros ou caminhões que estavam à frente e isso evitou uma tragédia maior, mas as consequências poderiam ter sido mais graves.

O maior acidente da história da Rodovia dos Imigrantes, segundo policiais que estavam no local logo após o acidente, levanta uma questão ainda mais importante: Qual o motivo de não ser feita a operação Comboio na subida, ou seja, quando os motoristas se deslocam do litoral paulista para São Paulo?

Essa operação é adotada na descida para o litoral sempre que a neblina é forte e a visibilidade muito reduzida. Quando a Operação Comboio é realizada os veículos prosseguem a viagem seguindo um ou dois carros do policiamento rodoviário, evitando acidentes como engavetamentos.

Para as pessoas que se envolveram no acidente desta tarde fica uma dúvida mais direta: o governo ou a empresa concessionária Ecovias podem ser responsabilizados pelos danos provocados? Essa questão é plausível já que os danos materiais foram grandes.

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