Médicos de São Paulo iniciam boicote a planos de saúde

Paralisação no atendimento de cinco planos de saúde começará nesta quinta-feira com ginecologia e obstetrícia

iG São Paulo |

Os médicos de São Paulo iniciaram nesta quinta-feira a suspensão temporária do atendimento a cinco planos de saúde. Entre esta quinta-feira e sábado, serão interrompidos os atendimentos de ginecologia e obstetrícia.

Segundo a Associação Paulista de Medicina (APM), a iniciativa conseguiu adesão dos médicos ao protesto superior a 90% em todo o Estado de São Paulo. "Isso mostra a indignação dos profissionais quanto aos honorários aviltantes", destaca Maria Rita Mesquita, diretora de Defesa Profissional da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo (Sogesp).

A lista dos planos de saúde que terão o atendimento interrompido diminui. No início estava previsto o boicote a 10 empresas . O número chegou a doze no dia 10, mas nesta quarta-feira foi divulgado que apenas cinco planos terão as consultas e atentimentos paralisados. São eles Ameplan, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Intermédica, Notredame e Volkswagen.

Segundo a Comissão Estadual de Mobilização Médica para a Saúde Suplementar, um grupo de empresas demonstrou sensibilidade ao diálogo. Mesmo aqueles que tiveram as propostas consideradas insuficientes, a comissão optou por dar mais um mês de prazo para a readequação de propostas. Se as negociações não chegarem ao aguardado, tais empresas entrarão no rodízio de suspensão do atendimento a partir da próxima fase do movimento, em outubro.

De 1 a 3 de setembro parará a ginecologia e obstetrícia; em seguida, interromperão o atendimento a dermatologia (3 a 6 de setembro), a otorrinolaringologia (8 a 10 de setembro), pediatria (14 a 16 de setembro), cardiologia (16 a 19 de setembro), ortopedia e traumatologia (19 e 20 de setembro), pneumologia (21 a 23 de setembro) e cirurgia plástica (28 a 30 de setembro). A anestesiologia acompanhará as especialidades paradas não realizando procedimentos das mesmas.

Segundo a associação, as urgências e emergências serão garantidas e os protestos dos médicos terão continuidade até que todas as empresas procuradas se posicionem. Em outra regiões de São Paulo, foram eleitas outras operadoras com maior participação em cada contexto. Há também especialidades que participarão do movimento com encaminhamentos particularizados.

A pauta de reivindicações do movimento estadual inclui: consulta a R$ 80,00 e procedimentos atualizados de acordo com a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), inserção do índice de reajuste anual nos contratos entre médicos e empresas e fim das interferências sobre a autonomia do médico.

A categoria também cobra a regularização dos contratos entre médicos e operadoras, com a inserção de cláusula de reajuste anual baseado no índice autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos individuais.

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