Médico Roger Abdelmassih é considerado foragido pela polícia

Mandado de prisão foi expedido na tarde de quinta-feira. Como médico não se apresentou nem foi localizado, é considerado foragido

iG São Paulo |

AE
Roger Abdelmassih ficou preso de agosto a dezembro de 2009
O médico Roger Abdelmassih, especialista em reprodução assistida, já é considerado foragido pela polícia de São Paulo. Policiais da Divisão de Capturas, com apoio de policiais civis da 1º Seccional de São Paulo, continuam fazendo diligências.

Durante a noite de ontem, policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE) fizeram campana em frente à residência do médico, na zona sul de São Paulo, mas ele não foi encontrado. Na tarde de hoje, duas equipes do GOE continuam à procura de Abdelmassih. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), qualquer policial poderá cumprir o mandado de prisão preventiva caso encontre o médico. 

O mandado de prisão contra ele foi expedido pela juíza Cristina Escher, do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, a pedido do Ministério Público (MP) de São Paulo, na tarde de quinta-feira. Em 23 de novembro de 2010, Abdelmassih foi condenado a 278 anos de prisão sob acusação de estupro e atentado violento ao pudor a 56 ex-pacientes.

O médico foi preso em agosto de 2009, mas havia conseguido uma liminar de habeas corpus para recorrer da condenação em liberdade. No entanto, na petição, o Ministério Público sustentou que um novo decreto de prisão seria cabível caso fatos novos surgissem.

Abdelmassih pediu a renovação de seu passaporte junto à Polícia Federal (PF). Ao receber o pedido, a PF comunicou imediatamente o juiz do caso e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, que interpretou a requisição como intenção de fuga.

Jaqueline Furrier, uma das advogadas de Abdelmassih, despachou uma petição esclarecendo que não havia intenção de seu cliente cometer nenhuma irregularidade. E, mesmo podendo deixar o País com aviso prévio à Justiça, ele resolveu abrir mão de seu passaporte para não haver mal entendido.

A defesa argumenta que o médico tem o direito de solicitar a renovação do documento e que não iniciaria o processo na Polícia Federal se tivesse intenção de deixar o País. "Uma pessoa que vai à Polícia Federal com seus documentos não está pensando em fugir", afirma José Luís Oliveira Lima, outro advogado de Abdelmassih.

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