Médica sérvia é denunciada por morte de jovem em cruzeiro

Médica atendeu a jovem Isabella Baracat Negrato que morreu a bordo de um cruzeiro no fim de 2008

AE |

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O Ministério Público Federal de São José dos Campos, no interior de São Paulo, denunciou a médica sérvia Jasna Tankosic pelo crime de homicídio culposo por causa da morte de Isabella Baracat Negrato, de 20 anos. A estudante de direito morreu a bordo do navio MSC Ópera, entre Santos e o Rio de Janeiro, no dia 19 de dezembro de 2008. 

Para a procuradoria da República, o quadro de coma alcoólico da estudante não foi diagnosticado corretamente pela profissional, que atendeu a jovem como um simples caso de intoxicação e não adotou os procedimentos médicos corretos. Ela morreu asfixiada após ingerir o próprio vômito e estava sozinha dentro da cabine do navio. 

Segundo a denúncia, o centro médico do navio MSC Ópera possuía todos os instrumentos e medicamentos necessários para os procedimentos que poderiam salvá-la. A denúncia foi oferecida no último dia 3 de setembro e está sob apreciação da 1ª Vara Federal, de São José dos Campos.

MSC Ópera

A MSC Cruzeiros divulgou uma nota a respeito da denúncia do Ministério Público Federal. Segundo o comunicado, a empresa "esclarece que não foi informada oficialmente sobre a denúncia contra a médica sérvia Jasna Tankosic, responsável pelo atendimento da hóspede durante cruzeiro em 2008. A empresa informa que se pronunciará após ter conhecimento das informações dispostas na denúncia feita pelo Ministério Público Federal. A empresa reitera ainda, como tem feito desde o inicio, seu total empenho e compromisso no acompanhamento e colaboração com o processo".

A morte

O MSC Opera partiu do Porto de Santos em direção ao Rio de Janeiro em dezembro de 2008 com 1.800 passageiros. Em nota à imprensa, a companhia MSC Cruzeiros, proprietária do navio, disse que Isabella Negrato "não se sentiu bem" e foi levada, por volta das 16h30, para o centro médico do cruzeiro.

A empresa afirma que "prestou todo o atendimento necessário e, em respeito e solidariedade à família da hóspede, não comentará detalhes do falecimento". Ainda de acordo com a MSC Cruzeiros, "o médico responsável, vendo a situação delicada, solicitou o desembarque imediato. Porém a passageira veio a falecer durante o desembarque".

Isabella era a mais velha das duas filhas do médico endocrinologista Carlos Antonio Negrato e cursava Direito na Instituição Toledo de Ensino, em Bauru. Segundo o primo da vítima, Rogério Negrato Castro, a jovem era saudável e não apresentava qualquer indício de ser usuária de drogas.

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