Marrey diz que greve no Judiciário de SP é eleitoreira

Marrey disse que algumas paralisações realizadas neste ano têm tido foco político

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Servidores em greve do Judiciário ocupam o prédio do Fórum João Mendes
O secretário da Casa Civil do Estado de São Paulo e ex-secretário da Justiça, Luiz Antonio Guimarães Marrey, disse nesta quinta-feira que a greve dos servidores do Judiciário paulista, que pedem reposição de 20,16%, tem motivação eleitoral. Segundo ele, a lei eleitoral impede que se conceda reajuste salarial como o reivindicado pela categoria.

"Essa proposta não pode ser para valer. Só isso já mostra que há motivações de outra natureza, que não se trata de um movimento de natureza sindical", afirmou, após participar da abertura do 49ª Encontro do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais, em São Paulo. A categoria está parada desde 28 de abril.

Marrey disse que algumas paralisações realizadas neste ano, como a dos funcionários da Universidade de São Paulo (USP), têm tido foco político. "São greves de período pré-eleitoral. Esta (do Judiciário) parece ter essa motivação". Segundo ele, a greve atinge a minoria dos servidores. "O Judiciário está funcionando no Estado inteiro".

Também presente ao evento dos TRE''s, o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Antonio Carlos Viana Santos, não quis comentar a ocupação do prédio do Fórum João Mendes, na capital paulista, desde à noite de quarta-feira, por servidores grevistas. Questionado sobre a ocupação, Viana se irritou e disse que não falaria sobre o assunto. "Eles (os servidores) não querem nada. Fale sobre isso com o secretário Marrey. Ele que é o homem político", disse. Marrey saiu pela tangente. "O prédio é do TJ. Cabe a ele lidar com a situação".

Ocupação

As negociações entre servidores e o Tribunal de Justiça estão emperradas. Na quarta-feira, após o Órgão Especial do TJ decidir descontar alguns dias do salário dos funcionários parados, cerca de 50 servidores resolveram passar a noite acampados dentro do Fórum João Mendes. Outros 150 fizeram vigília do lado de fora do prédio.

Uma reunião realizada na tarde desta quinta-feira com o presidente do TJ terminou sem acordo. Segundo informações da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, a ocupação vai continuar. Agora, são 76 grevistas dentro do fórum. Eles afirmam que, por determinação do TJ, policiais e seguranças terceirizados impedem o fornecimento de comida, água e cobertores aos grevistas que ficaram dentro do fórum.

"Dinheiro para aumentos e gratificações para os juízes nunca falta. Mas eles não pagam nem a nossa reposição salarial, que é prevista por lei", reclamou um dos servidores.

Por meio da assessoria de imprensa, o TJ informou que não será autorizada a entrada de comida e água. Destaca que a ocupação ao prédio impede a realização dos trabalhos no fórum, que tem cerca de 2,5 milhões de ações para serem julgadas.

(*com informações do iG São Paulo)

Leia também: Servidores do Judiciário acampam no fórum João Mendes

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