“Lugar de dinheiro e joias é no banco”, diz especialista em segurança

Segundo Jorge Lordello, ter um cofre em uma residência pode expor e colocar em risco a integridade da família

Carolina Garcia, iG São Paulo |

O roubo ao banco Itaú, na Av. Paulista, em São Paulo, aterrorizou os clientes que mantinham quantias milionárias nos cofres particulares. O iG conversou com três vítimas que afirmam não ter opção de onde confiar seus pertences – diante das inúmeras ocorrências de assaltos a residências na capital. Para o especialista em segurança pública e pesquisador criminal Jorge Lordello, mesmo com os altos índices de criminalidade, o banco nunca deixará de ser a opção mais segura para os itens de alto valor.

Leia também: Polícia prende suspeito e encontra parte das joias roubadas do Itaú

“Lugar de dinheiro e joias é no banco. É muito mais seguro confiar tais itens em uma instituição do que trazê-los para a própria casa”, explica Lordello enfatizando que ao ter um cofre em uma residência pode expor e colocar em risco a integridade da família. “Estamos falando de um crime raro [o de roubo a cofres de bancos], foi uma exceção. Continua sendo uma grande perda, mas não há agressão física.”

Para ele, o que aconteceu no Itaú foi uma ocorrência excepcional e não deve gerar dúvida no esquema de segurança de todas as agências de banco do País. “Por isso que não são todas as agências que oferecem cofres particulares aos clientes. Normalmente, bancos com esse serviço estão nas regiões centrais que supostamente são as mais seguras.”

Declaração

Quando uma pessoa herda ou opta pela compra de objetos de alto valor, segundo Lordello, deveria haver um momento de cautela para comprovar a origem dos itens. “A declaração desses objetos no Imposto de Renda pode ajudar uma potencial vítima em um momento de crise. Com os itens declarados, a vítima tem o direito e respaldo para mover uma ação indenizatória contra a instituição”, conta.

Para o pesquisador, as pessoas precisam entender a importância de comprovar a origem de uma joia ou de uma coleção de relógios, por exemplo. “O banco tem uma responsabilidade civil com o cliente que vai além dos R$ 15 mil oferecidos pelo seguro do cofre particular. E com documentos em mãos, o banco precisará agir para cobrir o prejuízo causado ao cliente.”

Esquema de segurança

Ao ser questionado sobre uma possível falha no esquema de segurança da agência assaltada, Lordello disse que há uma necessidade de se reavaliar a estrutura e a manutenção de equipamentos em questão. “A quadrilha só agiu naquele local por que sabiam das brechas e julgaram que o nível de dificuldade seria menor. A estrutura pode ser perfeita, mas se não tiver uma manutenção adequada não servirá para nada”, explica.

    Leia tudo sobre: itaúassaltobancocofre

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG