Lindemberg chega ao fórum para o segundo dia de julgamento

Réu acusado de matar Eloá Pimentel em outubro de 2008 já está no local do júri popular em Santo André

Carolina Garcia, iG São Paulo |

O acusado de matar Eloá Pimentel, Lindemberg Alves, chegou ao fórum de Santo André para o segundo dia de julgamento  por volta das 8h30. O júri popular do crime contra a jovem de 15 anos, ocorrido em outubro de 2008, começou nesta segunda-feira. No primeiro dia, testemunhas que participaram do cárcere de mais de cem horas foram interrogados. Para eles, o reú tinha a intenção de matar a ex-namorada .

AE
Lindemberg Alves chega ao fórum de Santo André nesta terça-feira, no carro da Secretaria de Administração Penitenciária
O segundo dia do julgamento do caso Eloá será o dia da defesa. Com previsão de início às 9h desta terça-feira, apenas uma testemunha da acusação, o irmão mais velho de Eloá, Ronickson Pimentel Santos, deve ser ouvido. Depois é a vez das testemunhas da defesa de Lindemberg Alves. O julgamento deve ser encerrado na quarta-feira.

No primeiro dia do julgamento, foram ouvidas quatro testemunhas da acusação , três amigos de Eloá que foram mantidos reféns junto com ela – Nayara Rodrigues, Iago de Oliveira e Vitor de Campos – e um policial militar, o sargento Atos Valeriano, que participou das primeiras negociações.

Uma linha que deve ser seguida pela advogada do acusado, Ana Lúcia Assad, é a de que Lindemberg não teria disparado os três tiros (dois contra Eloá e um contra Nayara) depois da invasão da polícia, no último dia do sequestro. Essa hipótese foi levantada inclusive após o depoimento de Nayara Rodrigues. Em sua fala, a amiga de Eloá disse: “Ouvi três disparos, foram feitos depois que a polícia entrou”.

Réu: Lindemberg fica nervoso durante depoimento de amigo de Eloá
Nayara: "Era certo que ele ia matá-la"
Crime: relembre o caso Eloá
Defesa: "Ele é um bom rapaz, ingênuo"
Advogado: "Ele tinha intenção de matar"

Assad também afirmou ter questionado a garota sobre um processo judicial que ela teria aberto contra o Estado pelo tiro que levou na época do sequestro. Nayara negou a existência do processo.

Após o término de todos os depoimentos, Lindemberg deve dar a sua versão dos fatos. Depois disso, ocorrem os debates entre promotoria e defesa – cada parte terá 1h30 para defender suas teses. Lindemberg está sendo julgado por 12 crimes.

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