Laudo é para ser contestado, diz perito ao chegar a fórum

Três pessoas do juízo e os acusados de matar Mércia Nakashima serão ouvidos no Fórum de Guarulhos

Lectícia Maggi, iG São Paulo |

O juiz Leandro Bittencourt Cano, da Vara do Júri de Guarulhos, na Grande São Paulo, ouve hoje Mizael Bispo de Souza e Evandro Bezerra da Silva, acusados da morte da advogada Mércia Nakashima, de 28 anos. Desde segunda-feira, na primeira audiência de instrução sobre o caso, estão sendo ouvidas testemunhas que podem ajudar a esclarecer o assassinato da advogada. Ela desapareceu no dia 23 de maio após deixar a casa da avó, em Guarulhos, e seu corpo foi encontrado boiando na represa de Nazaré Paulista, no interior do Estado, no dia 11 de junho.

Também serão ouvidos o perito Renato Patoli, Wilson Aparecido da Silva Ferreira e Leonardo de França, funcionário da empresa responsável pela instalação do rastreador no carro de Mizael.

Ao chegar ao Fórum de Guarulhos e ser questionado se estava preparado para ter laudo de perícia contestado, Patoli afirmou que sim. "Laudo foi feito para ser contestado. É uma peça na qual se faz uma reunião de provas técnicas exatamente para discutir. Estou aqui para defender as posições do laudo.”

Decisão do TJ

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu nesta quarta-feira que o advogado e policial militar reformado Mizael Bispo de Souza e o vigia Evandro Bezerra Silva vão responder ao processo em liberdade.

Samir Haddad, advogado de Mizael, classificou como corretíssima e perfeita a decisão do TJ, ao chegar ao Fórum de Guarulhos. “Mizael nunca fugiu, sempre se apresentou e continuou trabalhando. Se o processo era um leão, aqui virou um gatinho. As testemunhas foram desmentidas categoricamente.”

Parentes

Ao chegar ao Fórum para o terceiro dia de audiência, o pai da vítima, Makoto Nakashima, disse que tem sido "muito difícil acompanhar os depoimentos". "É terrível saber que tiraram a vida de sua filha." Ele afirmou também que soube por meio de amigos da decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo de manter Mizael Bispo de Souza em liberdade. "Foi uma ducha de água fria."

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