Lago do Ibirapuera em SP passará por limpeza e desassoreamento

4 mil toneladas de sedimentos serão retiradas na primeira limpeza na história do lago

Agência Estado |

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Pela primeira vez desde que foi construído, em 1954, o lago do Parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, vai passar por um processo de limpeza e desassoreamento. Cerca de 4 mil toneladas de sedimentos serão retiradas do Lago 1, o primeiro dos três corpos d’água interligados do parque e que recebe as águas do Córrego do Sapateiro.

Em um segundo momento, será feito um amplo estudo para a revitalização dos três lagos.

"Como a água perde a velocidade ao chegar ao parque, mais sedimentos se acumulam no Lago 1", explica o administrador do Ibirapuera, Heraldo Guiaro. Segundo a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, com o acúmulo de areia e sedimentos no leito do lago desde que o parque foi criado, a lâmina d’água ficou "bastante rasa". "O Lago 1 está muito assoreado. Em um ou dois pontos, a profundidade chega a zero", diz Guiaro.

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cestesb) deve autorizar nos próximos dias a dragagem e, a partir deste aval, será emitida também a licença da Capitania dos Portos para iniciar o serviço. O trabalho vai durar quatro meses e será feito pela empresa VA Saneamento Ambiental Ltda., vencedora de licitação da Sabesp, com proposta de R$ 3,92 milhões.

O material será retirado do lago por um sistema de sucção subterrânea em balsa flutuante. Segundo o superintendente de Esgotos da Sabesp, Paulo Nobre, os detritos serão separados da água na margem do lago e encaminhados em caminhões para o Aterro da Estre, em Itapevi, na Grande São Paulo.

A secretaria informou em nota que o desassoreamento "fará com que o curso d’água fique mais fluido, abastecendo os outros dois lagos de forma dinâmica". "Vai aumentar a qualidade da água e o espaço para a ictiofauna (peixes), dando condições para o sistema reagir de forma mais saudável", afirmou Guiaro.

Para a coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica, Maria Luiza Ribeiro, o trabalho tem de ser feito, mas é preciso prestar atenção nas causas do problema para não "enxugar gelo". "Esses sedimentos estão vindo de longe. É preciso adotar medidas educativas para combater a ocupação desordenada de áreas de várzea e o descarte inadequado de lixo. Caso contrário, a obra terá vida útil curta, será dinheiro jogado fora." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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