Ladrão furta camiseta, arrepende-se e se entrega à PM

Como tem bons antecedentes, ele deve pegar pena mínima de dois anos

AE |

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Depois de roubar uma camiseta de uma loja de roupas de Olímpia (SP), o auxiliar de serviços gerais Marcos Paulo Borges, de 23 anos, arrependeu-se e se entregou para Polícia Militar (PM). Por volta das 4h30 de hoje, após participar da festa de seu aniversário na noite anterior, Borges, que trabalha em uma pousada, pegou sua motocicleta e foi para o centro da cidade. Parou na frente da loja, quebrou a vitrine com o capacete e furtou a camiseta. Logo depois se arrependeu e quis devolver a camiseta à loja, mas o alarme havia soado e o dono estava no local.

Temendo a represália do dono, ele se entregou à PM. "Ele se arrependeu e veio se entregar, nós o algemamos e o conduzimos à delegacia. A motocicleta está no nome dele, mas a carteira de motorista está vencida", explicou Waldir Camargo, de 43 anos, soldado da PM, acrescentando que o rapaz confessou dois roubos a um posto de gasolina. Borges, que é solteiro, foi ouvido pelo delegado João Brocanello Neto, de 44 anos. "Ele (Borges) teve uma bobeira, olhou para a vitrine e, como ainda estava bêbado por causa da festa de seu aniversário, furtou a camiseta", afirmou o policial. "Em quase 20 anos de polícia, nunca vi nada dessa forma, por incrível que pareça acredito na sinceridade dele", disse Neto, que tachou o caso como "surpresa gostosa e sadia".

O delegado não confirmou o furto de duas calças jeans, como teria sido comentado. "Ele só furtou a camiseta, se falou em calças jeans é porque ainda estava sob o efeito do álcool", comentou. A camiseta, que custa R$ 80, foi devolvida ao dono da loja. Para consertar o vidro quebrado da vitrine, o proprietário deverá desembolsar cerca de R$ 500. Apesar de ter roubado duas vezes um posto de gasolina, Borges não tem passagem pela polícia. "Ele estava encapuzado e não foi identificado", disse o delegado. O ladrão arrependido foi levado para a Cadeia Pública de Severínia. Borges pode ser condenado a uma pena que varia de dois anos a oito anos de prisão. "Como ele tem bons antecedentes, isso abate a pena, que poderá ser a mínima de dois anos", completou o policial.

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