Kassab assina contrato para revitalizar região da Luz

Ao lado de Alberto Goldman e Henrique Meirelles, prefeito de SP assina contrato que permite reurbanizar região degradada

iG São Paulo |

Acompanhado do governador do Estado, Alberto Goldman (PSDB), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), assinou, nesta quinta-feira, o contrato que autoriza o início dos trabalhos de revitalização da área da Nova Luz, no centro da capital paulista, que ficou conhecida pela grande quantidade de usuários de drogas. "O objetivo é a recuperação e a integração com os equipamentos culturais. Queremos que a Nova Luz tenha moradias e gere empregos para a cidade", afirmou o prefeito, ao lado do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que também participou do evento.

AE
Antes de evento com prefeito, região da Luz estava tomada por moradores de rua e pessoas usando drogas

A assinatura do contrato, no entanto, não significa a imediata revitalização da área. Segundo a Prefeitura, o projeto urbanístico da Nova Luz deve ser entregue em 10 meses. Depois, serão mais dois meses de consulta pública, em que a população poderá sugerir mudanças.

A expectativa é que o projeto final seja apresentado até abril de 2011 e só então começará a licitação para saber quais empresas serão responsáveis pelas obras.

Norte-americana no comando

A missão de tirar do papel a revitalização da área conhecida como "Cracolândia", no centro de São Paulo, será da norte-americana Aecom. Com a Companhia City e construtora Concremat, a Aecom forma o consórcio que vai criar o modelo de recuperação da área da Nova Luz. A Fundação Getulio Vargas (FGV) fará o estudo de viabilidade econômica do projeto.

A licitação de R$ 12 milhões, lançada no ano passado, levou em conta não um projeto pré-elaborado, mas o currículo das candidatas na recuperação de áreas degradadas. Entre os projetos apresentados pelo consórcio vencedor está o Lower Lea Valley, plano de reurbanização destinado a recepcionar as Olimpíadas de Londres, em 2012, e a revitalização da região central de Manchester, na Inglaterra.

Quando o consórcio concluir o modelo urbanístico a ser implementado, em 2011, a área de 362 mil metros quadrados estará pronta para ser concedida a um novo grupo privado, que terá autonomia para desapropriar imóveis particulares e revendê-los a construtoras interessadas em repaginar a região. O custo da concessão, pelo período inicial de cinco anos e também por meio de concorrência, poderá render R$ 2 bilhões à Prefeitura.

São Vito

Na região do parque Dom Pedro II, também considerada uma das mais degradadas do município, começou, há cerca de duas semanas, a demolição de dois edíficios símbolos da cidade, o Mercúrio e o São Vito . A revitalização da área já é estudada desde a gestão de Marta Suplicy (2001-2004) e não há prazo para o término das obras.

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