Justiça nega salvo-conduto a artista acusado de crime

Pagodeiro é acusado de matar ex-mulher após ela e o filho do casal caírem do 3º andar do prédio onde moravam, em Guarulhos

AE |

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A Justiça de Guarulhos, na Grande São Paulo, negou, nesta quarta-feira, o pedido de salvo-conduto ao pagodeiro Evandro Gomes Correia Filho, que está com a prisão preventiva decretada. O músico é procurado desde a morte da ex-mulher Andréia Cristina Nóbrega, quando ela e o filho Lucas caíram do terceiro andar do prédio onde moravam, em Guarulhos.

Evandro queria se valer da condição de eleitor, apresentar-se à Justiça e contar a versão dos fatos no período eleitoral. Em sua decisão, o juiz afirma que "não é o juiz de direito que deve se adequar à conveniência dos réus, e sim o contrário". Segundo o magistrado, o pedido advogado denota completa "inversão de valores e deturpação da vontade do legislador".

O caso

Segundo a versão da polícia, mãe e filho foram jogados do terceiro andar do prédio onde moravam, no bairro Jardim Santa Mena, pelo músico no dia 18 de novembro de 2008.  Andréia foi encaminhada ao pronto-socorro do Hospital Padre Bento, mas não resistiu aos ferimentos. Já a criança conseguiu sobreviver.

Conforme a família de Andréia, ela já havia registrado dois boletins de ocorrência contra o ex-marido; um na Delegacia da Mulher, por agressão e injúria, e outro, no 2º Distrito Policial de Guarulhos, por ameaça. O filho do casal contou que os pais tiveram uma discussão e que Evandro ameaçou matar mãe e filho com uma faca de cozinha. Para evitar o crime, a mulher jogou a criança pela janela do apartamento e depois pulou. O menino caiu e ficou sobre a marquise do prédio, já a mãe bateu na marquise antes de cair na calçada.

*Com informações do iG São Paulo

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