Justiça nega liminar a casal acusado em Alphaville

Wilson Tafner e Tereza Cobra foram mortos em outubro em condomínio de São Paulo. Filha e genro foram denunciados e estão presos

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Roberta Tafner está presa desde o dia 15 de dezembro
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou nesta terça-feira a liminar em habeas corpus proposto por Roberta Nogueira Tafner, de 29 anos, e Willians de Sousa, de 31, acusados de matar a facadas os pais dela em Alphaville, em Santana de Parnaíba, no dia 2 de outubro .

Os advogados do casal alegaram que eles são réus primários, com bons antecedentes, possuem residência fixa e que colaboraram com as investigações, mas o desembargador Almeida Toledo, da 16ª Câmara Criminal do TJ-SP, destacou que o crime pelo qual respondem é gravíssimo - dois homicídios triplamente qualificados, praticados contra parentes consanguíneos.

Para Almeida Toledo, a acusação do Ministério Público demonstra a "periculosidade" do casal e a prisão é justificada para garantir "a ordem pública e a segurança da aplicação da lei penal".

O crime

Mesmo divorciados, Wilson e Tereza mantinham um bom relacionamento. Na noite do dia 1º de outubro, uma sexta-feira, haviam jantado na casa de amigos. Ao voltar para casa, por volta de 0h15, foram atacados. Wilson já estava na cama quando foi morto com dez facadas no rosto e uma na cabeça. Ele também tinha uma fratura em um osso do pescoço e, segundo o delegado, se não morresse pelos golpes, morreria sufocado.

Arquivo pessoal
Wilson Roberto Tafner e Tereza Maria Nogueira Cobra foram mortos a facadas
Tereza, que dormia no quarto ao lado, ao ouvir os gritos do ex-marido, levantou e também foi recebida com facadas. “Tudo indica que foi uma ação rápida e que Tereza reagiu violentamente, lutou com o agressor. Ela tinha cortes nas mãos”, explica o delegado.

A brutalidade dos assassinatos impressionou até mesmo investigadores e o delegado, acostumados a lidar diariamente com casos de violência. “O criminoso queria desfigurar as vítimas. É próprio de um crime por vingança ou raiva”.

Depois da chegada da polícia e antes da realização da perícia a cena do crime foi alterada, de acordo com o delegado. A informação é baseada em fotos feitas por policiais. “Willian e Roberta determinaram que os empregados lavassem o local e ateassem fogo nos objetos com sangue”, disse Tadros.

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