Justiça nega habeas corpus e mantém José Rainha preso

Dissidente do Movimento dos Sem-Terra foi preso pela Polícia Federal. Ele é suspeito de desviar verbas públicas

AE |

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O Tribunal Regional Federal (TRF) de São Paulo negou neste domingo o pedido de habeas corpus feito pelos advogados da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos na tentativa de libertar o dissidente do Movimento dos Sem-Terra (MST), José Rainha Júnior.

Com a decisão, Rainha e as outras nove pessoas presas na última quinta-feira na Operação Desfalque, da Polícia Federal (PF), devem permanecer na cadeia pelo menos até a próxima terça-feira, quando vence o prazo da prisão temporária.

O líder sem-terra é acusado, entre outros crimes, do desvio de verbas destinadas a assentamentos da reforma agrária. Ele permanece preso na Cadeia Pública de Presidente Venceslau, no Pontal do Paranapanema.

O desembargador do TRF Carlos Muta, que apreciou o pedido de habeas corpus, considerou válidos os pressupostos que levaram a Justiça Federal de Presidente Prudente a pedir a prisão dos envolvidos, como o risco de prejuízo para as investigações. O advogado Aton Fon Filho, um dos que assinaram o habeas corpus, disse que os acusados podem ser libertados ao decorrer do prazo da prisão temporária.

"Se a temporária for prorrogada ou houver decretação de prisão preventiva, vamos entrar com novos recursos", disse. Além de Rainha, estão presos seu irmão Roberto Rainha, Claudemir Silva Novaes, Priscila Carvalho Viotti, Edvaldo da Silva, Nivaldo dos Santos Júnior, Valdemir Santana, Rosalina Rodrigues, Cristina da Silva e Cássia Maria Alves dos Santos.

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