Justiça nega habeas corpus a acusado de agressão na av. Paulista

Jonathan Lauton Domingues está foragido desde o dia 21 de dezembro

AE |

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A Justiça de São Paulo negou nesta quinta-feira, em liminar, habeas corpus para Jonathan Lauton Domingues, de 19 anos, um dos acusados de agredir três pessoas na avenida Paulista, região central de São Paulo. A prisão preventiva dele foi decretada no dia 21 de dezembro do ano passado. Ele é foragido da Justiça

nullO desembargador da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Fernando Miranda, entendeu que seria precipitado conceder a liminar pela denuncia ter grande complexidade. Também foi levado em consideração que Domingues, quando ainda estava em liberdade provisória, teria sido procurado por autoridade policial e não fora encontrado. 

"Jonathan ter-se-ia mudado para endereço incerto e não sabido, o que sugere propósito de furtar-se à aplicação da lei penal", afirmou o desembargador, em seu despacho. O mérito do habeas corpus ainda será julgado, mas não há data prevista.

Menor

A defesa do adolescente acusado de participar das agressões na av. Paulista irá protocolar um pedido de habeas corpus ainda esta semana no TJ-SP. Ele é o único menor que ainda está apreendido.

O incidente ocorreu no dia 14 de novembro, quando cinco jovens foram detidos pela polícia após serem flagrados por uma câmera agredindo outras três pessoas com socos, chutes e golpes com lâmpadas fluorescentes. Duas das vítimas alegaram à polícia que agressão aconteceu por terem sido confundidos com homossexuais, o que deu margem a suspeitas de crime com motivação de preconceito.

Segundo seu advogado, Davi Gerbara Neto, o principal argumento da apelação será de que os quatro menores acusados do crime agiram juntos. "Não faz sentido apenas meu cliente ainda estar detido", afirmou. Gerbara não deu mais detalhes sobre o caso por envolver um menor de idade.

O único menor que permanece internado na Fundação Casa é o jovem que aparece, em imagens de segurança, batendo com uma lâmpada na cabeça de uma das vítimas. Os outros três foram soltos no dia 24 de dezembro.

Conforme a assessoria de imprensa do TJ-SP, os três menores soltos foram isentos das acusações de roubo praticado na avenida Brigadeiro Luís Antônio e de lesão corporal ocorrida antes deles irem para a avenida Paulista.

Mas foi considerada procedente, para os quatro, a acusação de lesão corporal e tentativa de homicídio nas agressões de três pessoas. A Justiça acatou, no caso do menor que ainda está internado, a denuncia de lesão corporal ocorrida antes da violência na Paulista.

Outros agredidos

Segundo a 5ª DP, o grupo realizou o primeiro ataque contra dois rapazes por volta das 6h30 do dia 14 de novembro. Um deles ficou com vários ferimentos no rosto depois de ser agredido com duas lâmpadas fluorescentes usadas como arma e foi levado para hospital.

O segundo ataque foi logo depois, contra outro rapaz, que não sofreu ferimentos e não precisou de atendimento médico. As pessoas agredidas têm entre 20 e 23 anos. De acordo com a Polícia Civil, a quarta vítima ouviu gritos de um indivíduo na avenida Paulista vindo em sua direção. Esse indivíduo, de acordo com o relato, começou a dar socos e chutes na vítima sem falar nada. Durante a agressão, celular e carteira da vítima caíram no chão e foram roubados.

Um jovem de 19 anos afirma ter sido a quinta vítima dos agressores. Ele disse ter identificado seu agressor após imagens de câmeras de segurança terem sido divulgadas. Em depoimento À polícia, o jovem contou que participava de uma festa em casa de eventos em Moema e, por volta das 4h, ele esbarrou em um garoto em rampa de acesso. Na sequencia, o adolescente começou a esmurrá-lo e só parou quando seguranças da casa interviram.

*Com informações da AE

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