Justiça manda Maksoud Plaza a leilão

Venda seria usada para o pagamento de dívidas trabalhistas. Direção do hotel afirma que não há motivos para a realização de leilão

iG São Paulo |

Ícone do glamour paulistano na década de 1980, o Hotel Maksoud Plaza foi mandado a leilão pela Justiça do Trabalho para pagamento de dívidas trabalhistas. Famoso por ter hospedado autoridades, celebridades e socialites brasileiras e estrangeiras, o imóvel é avaliado em R$ 140 milhões. Em comunicado, o hotel informa que não há qualquer motivo para a realização de leilão de seu imóvel, já que um depósito judicial foi realizado.

AE
Fachada do Hotel Maksoud Plaza, na capital paulista, nesta quinta-feira
Situado a uma quadra da avenida Paulista, o empreendimento teve o leilão marcado para a segunda semana de dezembro pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. Apesar de o hotel sustentar que já fez um depósito para pagamento da dívida, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) informou que ainda não há decisão judicial sobre a suspensão e o leilão está mantido. Ainda precisa ser avaliado, por exemplo, se o valor depositado cobre toda a dívida.

O Maksoud já chegou a ir a leilão em 2008. Quase 400 pessoas lotaram o auditório do Fórum Rui Barbosa, na zona oeste de São Paulo, mas não houve interessados no cinco-estrelas. Às 10h40, o leiloeiro apresentou o imóvel de 7,3 mil m² e 22 pavimentos, mas ninguém ofereceu o lance mínimo de R$ 47,5 milhões.

Tradicionalmente, a Justiça do Trabalho tenta vender imóveis, como o Maksoud, em leilões. Se o empreendimento não é arrematado na primeira oferta, novos leilões são realizados. A Maternidade São Paulo, também na região da Paulista, só foi vendida depois de mais de dez tentativas.

Para o TRT, um dos motivos que podem ter afastado os compradores é o fato de os proprietários do imóvel terem entrado com uma liminar na Justiça para suspender os efeitos do leilão - ou seja, corria-se o risco de conseguir arrebatar o bem, mas não poder usá-lo.

O empresário Henry Maksoud disse na época que "todo o processo que levou a esse leilão" estava "prenhe de ilegalidades". "O hotel vai continuar hoje, amanhã, até quando eu quiser, mesmo com essa truculência com que temos sido tratados."

Reservas - Até hoje era possível fazer reserva para hospedagem no Maksoud em dezembro - as diárias variavam de cerca de R$ 500 a aproximadamente R$ 2 mil. No comunicado, o hotel informa os clientes do "funcionamento normal de todas as suas dependências, incluindo o sistema de reservas a ser agendadas para os próximos meses. Não há ou haverá qualquer descontinuidade".

* com AE

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