Justiça determina ida de agressor de designer para manicômio

Jovem de 22 anos estava em livraria de SP quando foi agredido com golpes na cabeça. Acusado passará por exame de sanidade mental

iG São Paulo |

AE
Faca e taco apreendidos com agressor logo após o crime, em dezembro de 2009
A Justiça de São Paulo determinou, na tarde desta segunda-feira, a transferência de Alessandre Fernando Aleixo, de 38 anos, do Centro de Detenção Provisória I para um manicômio judiciário. Aleixo é acusado de agredir com um taco de beisebol Henrique de Carvalho Pereira, de 22 anos, em 21 de dezembro de 2009, que ainda segue internado.

Após pouco mais de 1h de audiência, a juíza Tânia da Silveira da 1ª Vara do Júri, no Fórum da Barra Funda, determinou a transferência alegando "guardar a integridade física dos acusado, bem como dos demais detentos recolhidos no estabelecimento prisional”. Segundo o Tribunal de Justiça, foram mostrados documentos que comprovam o quadro "exuberante de esquizofrenia" de Aleixo.

A juíza decidiu também que ele deve ser examinado para que sua saúde mental seja avaliada. Até que o exame esteja pronto, o processo fica suspenso.

O caso

O designer Henrique Pereira olhava livros da seção de arte da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, localizada na avenida Paulista, zona oeste da capital, quando foi atacado inesperadamente com golpes na cabeça.

Desde o crime, o jovem já passou por cirurgias e segue em estado grave internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas (HC).

Na época do crime, a polícia disse que Aleixo e Pereira não se conheciam e o acusado tinha um histórico de agressão e perturbação mental. Em abril de 2008, conforme o delegado Luís Ricardo Kojo, que cuidou do caso, Aleixo quebrou a vitrine e um televisor de plasma na mesma livraria, ato que lhe rendeu um processo. Um ano antes, em 2007, havia sido processado por danos materiais por atacar uma academia.

Cow Parade

Em janeiro deste ano, a "Vaca de Sampa",  obra criada pelo designer, foi uma das 90 selecionadas para participar da exposição Cow Parade. Em abril, a família Herz, dona da Livraria Cultura, arrematou por R$ 17 mil o trabalho em um leilão beneficente que ocorreu no Jockey Club em São Paulo. O dinheiro foi dado à família do jovem.

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