Justiça decreta prisão preventiva de PMs em São Paulo

Acusados de execução em cemitério já estavam presos em presídio da Polícia Militar

AE |

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A Justiça decretou nesta quinta-feira a prisão preventiva dos policiais militares Ailton Vidal da Silva e Felipe Daniel Silva, acusados por uma testemunha de assassinar um homem no Cemitério Palmeiras, em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. Veja trecho da denúncia abaixo: null

A prisão preventiva havia sido solicitada nesta terça-feira pelo Ministério Público. Para o juiz de Ferraz de Vasconcelos, o fato imputado aos policiais "é de tamanha brutalidade que acabou por gerar grande repercussão e clamor social. A liberdade deles, nesse momento, colocaria em risco, por tal motivo, a ordem pública". 

O crime aconteceu no último dia 12, mas veio à público nesta semana. O homem que morreu era suspeito de roubo, havia sido detido pelos policiais e levado em uma viatura até o cemitério, onde foi morto com um tiro à queima roupa. Uma mulher, que visitava uma sepultura no local, presenciou o crime e ligou para o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), no número 190.

Nesta quarta-feira, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou que todos os casos de resistência seguida de morte na polícia de São Paulo serão encaminhados ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A medida passa a vigorar a partir desta quinta-feira, quando será publicada no Diário Oficial do Estado. 

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