Justiça decide só em novembro se Mizael irá a júri popular

Audiência irá definir se caso será julgado em Nazaré Paulista ou em Guarulhos

iG São Paulo |

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) terá nova audiência no próximo dia 10 de novembro sobre o assassinato da advogada Mércia Nakashima, quando será decidido se o policial militar aposentado Mizael Bispo de Souza e o vigia Evandro Bezerra da Silva serão levados a júri popular.

AE
Mizael Bispo (e), no corredor do Fórum Central de Guarulhos, na Grande São Paulo, ao lado de um dos seus advogados

A decisão só será divulgada em 10 de novembro porque será nesta audiência que ficará definido se caso deve ser julgado no Fórum de Nazaré Paulista ou em Guarulhos.

Entre os dias 18 e 21 de outubro ocorreu a audiência de instrução do caso. Foram ouvidas diversas testemunhas, entre parentes, amigos, e policiais que participaram do caso. Nos depoimentos dos acusados, Mizael afirmou que a morte de Mércia é uma armadinha contra ele e Evandro disse que sua confissão de participação no crime foi obtida após uma sessão de tortura .

Mércia, ex-namorada de Mizael, foi assassinada no dia 23 de maio. Seu corpo foi encontrado na Represa de Nazaré Paulista, em 11 de junho. Laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que ela morreu afogada.

O crime

Para o Ministério Público, Mizael Bispo de Souza matou Mércia por ciúme e por não se conformar com o término do relacionamento. Ele foi denunciado por homicídio triplamente qualificado - motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Evandro Bezerra da Silva, que teria ajudado Bispo a fugir do local do crime, foi denunciado por homicídio duplamente qualificado - motivo cruel e recurso que impossibilitou defesa. "O homicídio foi causado por motivo torpe e repugnante, pelo fato da vítima ter terminado um relacionamento amoroso com o acusado. O meio cruel foi porque foram feitos disparos em partes não letais do corpo de Mércia, o que causou dor e aflição. Já o recurso que dificultou a defesa da vítima foi pela dissimulação que o acusado usou para atrair a vítima para uma encontro quando sua intenção era matá-la", afirmou o promotor Rodrigo Merli Antunes, do MP, a época da denúncia, em agosto.

Reconstituição

No último dia 17 de setembro, a polícia e o Ministério Público realizaram a reconstituição do crime com base no depoimento de um pescador que afirmou ter visto um carro se aproximando da represando na noite de 23 de maio e, depois, afundando na água. A reconstituição durou cerca de 3h e foi acompanhada pelos advogados de Bispo e Silva

Ao término, o promotor afirmou que o saldo havia sido positivo. "Tudo se encaixa. A avaliação foi positiva e já temos respostas para as perguntas", disse Rodrigo Merli Antunes.

*com informações da Agência Estado

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