Justiça de SP condena sete pela morte de delegado em presídio

Delegado de Cadeia Pública de Jaboticabal, interior paulista, foi amarrado e incendiado durante rebelião em maio de 2006

iG São Paulo |

Após quatro dias de julgamento na cidade de Jaboticabal, a 342 km de SP, sete integrantes de uma facção criminosa atuante na capital paulista foram condenados por terem matado o delegado Adelson Taroco, em maio de 2006, durante uma rebelião. 

Segundo informações que constam na setença dada pela juíza Carmem Silva Alves, os presos iniciaram um motim por volta das 11h30 do dia 14 de maio de 2006, no interior do 1º Distrito Policial de Jaboticabal (cadeia pública), e incendiaram o local. O delegado foi amarrado em um colchão, que foi incendiado. Taroco ficou gravemente ferido e morreu no dia 2 de junho.

Para a Justiça,  "o crime de homicídio teria sido praticado por meio cruel (uso de fogo), e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, pois o delegado não esperava ser atacado, e tentava dialogar com os presos. Quando já se preparava para sair do corredor, foi inesperadamente arrebatado pelos detentos para dentro do xadrez 08, saindo do local com lesões gravíssimas que o levaram à morte".

Os presos Messias Silvano Lopes, Élcio Ferreira de Souza, Gaspar de Lima e Renato Oliveira Santos, como são reincidentes, foram condenados a 22 anos de prisão. Os outros acusados, Otávio Mariano Soares,  Júlio César Venâncio e Joaquim Castelhano da Silva deverão cumprir 16 anos de reclusão.

Manoel da Silva e Osmar Aparecido de Almeida foram absolvidos da acusação de homicídio, mas a Justiça os condenou a quatro e três anos de prisão, respectivamente, pelo crime de danos ao patrimônio público e incêndio.

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