Justiça aceita denúncia contra padre de Franca

Religioso é acusado de abusar de adolescentes de paróquia na região de Ribeirão Preto

iG São Paulo |

O juiz Wagner Carvalho Lima, da 2ª Vara Criminal de Franca, no interior de São Paulo, aceitou nesta quinta-feira denúncia feita pelo Ministério Público contra o padre José Afonso Dé, de 74 anos. Ele é suspeito de crimes de pedofilia supostamente praticados na região de Ribeirão Preto.

Com isso, o religioso passa a ser réu no processo em que é acusado de abusar de jovens entre 12 e 16 anos. O processo corre em segredo de Justiça.

No início do mês, Dé prestou depoimento à Polícia Civil e negou as acusações. Ao lado de seu advogado, Eduardo Caleiro Palma, ele disse que as acusações feitas à polícia, na ocasião, eram “incoerentes”. Mais de 20 pessoas foram ouvidas durante o inquérito, entre elas seis adolescentes, que dizem ter sido vítimas do padre. Segundo os relatos, os assédios supostamente aconteciam após as celebrações na igreja. As supostas vítimas dizem ter sido beijadas e “tocadas” pelo religioso, mas não relataram terem tido relações sexuais.

O sacerdote atuava como vigário paroquial da igreja São Vicente de Paulo. As denúncias surgiram em março e foram levantadas pelo Conselho Tutelar do município. Em seguida, o caso passou a ser investigado pela Delegacia da Defesa da Mulher. Por causa das acusações, o padre foi afastado de suas funções religiosas por determinação do bispo de Franca, Pedro Luiz Stringhini, até a conclusão do inquérito policial. O advogado do religioso não foi localizado para comentar a situação.

No Nordeste

A denúncia acontece no mesmo mês em que padres de Arapiraca , município do agrestes alagoano, respondem por supostos abusos sexuais praticados com ex-coroinhas de paróquias da região. Os párocos estão afastados de suas funções na igreja.

Três jovens acusam os religiosos, o que levou a CPI da Pedofilia do Senado a ouvir suspeitos e supostas vítimas durante audiência na cidade. Após o caso vir à tona, um dos acusados, o monsenhor Luiz Marques Barbosa, de 82 anos, passou a cumprir prisão domiciliar - ele é suspeito de tentar deixar o País em meio às investigações. As denúncias chegaram ao Vaticano , que reconheceu a gravidade da situação em Arapiraca.

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