Júri de PMs acusados de extermínio chega a fase final

A previsão do Tribunal de Justiça é que o júri popular termine por volta das 23 horas

AE |

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O julgamento dos quatro policiais militares acusados de pertencer a um grupo de extermínio e de assassinato entrou na fase final por volta das 16h45 desta quinta-feira. O júri popular, que teve início por volta das 10 horas, ocorre no Fórum de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

Agência Estado
Policiais chegam para julgamento no Fórum de Itapecerica da Serra
Os policiais são acusados de assassinar Antônio Carlos Silva Alves, portador de deficiência mental, em outubro de 2008. Na época do crime, a vítima tinha 31 anos. Alves foi encontrado com a cabeça decapitada, as mãos decepadas e um corte na barriga em forma de cruz.

Estão sendo julgados os PMs Anderson dos Santos Salles, Joaquim Aleixo Neto, Moisés Alves dos Santos e Rodolfo da Silva Vieira. As nove testemunhas, sendo quatro de acusação e cinco de defesa, já foram ouvidas. Depois, os réus foram interrogados. A previsão do Tribunal de Justiça é que o júri popular termine por volta das 23 horas.

O grupo de extermínio formado por homens do 37º Batalhão da PM em São Paulo ficou conhecido como 'Highlanders'. O nome é uma alusão ao filme estrelado por Christopher Lambert e Sean Connery na década de 80, em que guerreiros cortavam a cabeça de seus inimigos.

O inquério do Setor de Homicídios da Delegacia Seccional de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, indiciou nove policiais militares pela morte do deficiente mental. Pelo duplo homicídio de Roberth Sandro Campos Gomes e Roberto Aparecido Ferreira foram indiciados mais cinco oficiais. Os autores do relatório concluíram que o grupo de extermínio agia como um esquadrão da morte.

Além de quatro decapitações, o grupo é investigado por um duplo homicídio ocorrido em 15 de janeiro de 2008. Diego dos Santos, de 18 anos, e o amigo Júnior, de 15, foram abordados, segundo testemunhas, por uma viatura da Rota.

A Polícia Militar alega que, no dia do desaparecimento de Diego e Júnior, a viatura da Rota com as placas citadas na investigação não deixou o pátio da unidade. Policiais militares também alegaram que a viatura do 37º Batalhão apontada como a que teria sido usada na abordagem de Alves, o portador de deficiência mental, estava estacionada no quartel na hora dos fatos.

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