Julgamento do ex-jogador acusado de matar namorada é retomado

Janken Evangelista é acusado de matar Ana da Silva em 2008; ela foi encontrada morta em um apartamento na zona sul de São Paulo

iG São Paulo |

AE
O ex-jogador Janken Evangelista
O julgamento do ex-jogador de futebol Janken Ferraz Evangelista, de 30 anos, que ocorre no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, foi retomado nesta manhã de terça-feira, por volta das 11h10. A primeira sessão foi interrompida, na segunda (5), à 0h30, após o depoimento da quinta testemunha de defesa.

Famosos: Relembre crimes

Hoje serão ouvidas mais três testemunhas de defesa: a mãe do réu, um amigo e um conselheiro tutelar da Bahia, que deve expor ao júri como era o relacionamento entre Evangelista e a ex-namorada Ana Cláudia Melo da Silva, de 18 anos, assassinada pelo ex-atleta.

A expectativa é de que a sentença seja divulgada até 19h30. A sessão será interrompida às 15h30 para o almoço. A promotoria busca a condenação de Janken por homicídio triplamente qualificado - por motivo torpe, meio cruel e não ter dado à vítima possibilidade de defesa - o que pode resultar em pena de até 30 anos de cadeia. Já a defesa espera conseguir uma pena de no máximo três anos caso convença o júri de que houve um "excesso culposo".

Em julho deste ano, o julgamento do ex-jogador foi suspenso após um dos jurados dizer que não se sentia confortável para participar do júr i.

O caso

O crime ocorreu em dia 23 de março de 2009, no apartamento da vítima, no bairro Jardim da Saúde, zona sul da capital paulista. "O crime não é passional, é de vida ou morte; ele matou para não morrer", afirma o advogado de defesa, Mauro Nacif.

O casal havia acabado de retornar do jogo entre Corinthians e Santos. Janken atacou a ex-namorada, contra a qual desferiu 14 facadas, após ver, no celular de Ana, uma ligação feita pelo goleiro do Santos na época, Fábio Costa, e recados de outros jogadores de futebol. Ele queria ver o torpedo recebido por Ana. Ambos foram para a cozinha e lá começaram as agressões físicas de ambas as partes. De acordo com a defesa, foi a vítima quem tirou da gaveta do armário da cozinha a faca com a qual seria morta.

Após o crime, segundo a polícia, o ex-jogador confessou que a matou por ciúmes. Janken teria, ainda, fugido com o filho do casal após matar Ana Cláudia. Ele ficou foragido durante três dias e acabou sendo encontrado nas proximidades da casa da mãe, no sul da Bahia. Já a defesa do acusado alega de que no dia do crime Ana Cláudia teria tentado agredir o ex-jogador com uma faca.

A Justiça de São Paulo decidiu em 2009 que o ex-jogador iria a júri popular . Depois de mais de 13 horas de audiência, na capital paulista, ficou decidido que Janken seria julgado por homicídio triplamente qualificado - que envolve motivo torpe, meio cruel, e não dar chance de defesa à vítima.

*com AE

    Leia tudo sobre: jankenjogadorassassinatojulgamento

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG