Juiz suspende júri de ex-jogador acusado de matar de ex-mulher

Janken Evangelista é acusado de matar Ana Claudia Melo da Silva, de 18 anos, em março de 2008

iG São Paulo |

O juiz Marcelo Augusto Oliveira, do 1º Tribunal de Júri, no Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, suspendeu o julgamento do ex-jogador Janken Ferraz Evangelista , acusado pelo assassinato da ex-mulher, Ana Claudia Melo da Silva, de 18 anos, em março de 2008, em um apartamento no Jardim da Saúde, na zona sul da capital paulista.

AE
Janken Evangelista, quando foi preso na Bahia após o crime
A sessão começou por volta 14h25 com a formação do júri, que tem sete pessoas e foi composto por quatro homens e três mulheres. Após a formação do Conselho de Sentença, um dos jurados sorteados pediu para falar com o juiz presidente do júri, Marcelo Augusto Oliveira, a quem relatou que não se sentia confortável para participar do julgamento, uma vez que mora perto do local onde se deram os fatos, e também porque vive um processo de separação em que pleiteia a guarda compartilhada do filho, tendo ficado bastante abalado com todo o ocorrido.

Em sua deliberação, o magistrado explicou: “O jurado manifestou estar totalmente desconfortável para participar desta sessão, demonstrando até estar um pouco emocionado enquanto expunha suas razões. Por tal motivo, verificando a impossibilidade de dar sequência à presente sessão, declaro dissolvido o Conselho de Sentença”. O julgamento de Janken Evangelista foi remarcado para os dias 5 e 6 de dezembro, às 13h.

Segundo a polícia, o ex-jogador de futebol confessou que matou a ex-mulher por ciúmes. Janken teria, ainda, fugido com o filho do casal após matar Ana Cláudia. Ele ficou foragido durante três dias e acabou sendo encontrado nas proximidades da casa da mãe, no sul da Bahia. Já a defesa do acusado alega de que no dia do crime Ana Cláudia teria tentado agredir o ex-jogador com uma faca.

A Justiça de São Paulo decidiu em 2009 que o ex-jogador iria a júri popular. Depois de mais de 13 horas de audiência, na capital paulista, ficou decidido que Janken seria julgado por homicídio triplamente qualificado - que envolve motivo torpe, meio cruel, e não dar chance de defesa à vítima.

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