Jovem integrante da 'gangue das loiras' é casada e tinha vida dupla, diz polícia

Jovem que foi presa pela polícia suspeita de integrar quadrilha morava em outra cidade e praticava os crimes escondida do marido

Bruna Carvalho, iG São Paulo |

A Polícia Civil de São Paulo divulgou detalhes sobre a ação da chamada 'gangue das loiras' , que agia desde 2008 principalmente na cidade de São Paulo, realizando assaltos e sequestros relâmpago. Presa em Curitiba e transferida para a capital paulista, Carina Geremias Vendramini, 25 anos, suspeita de integrar o grupo, levava uma vida dupla para realizar os crimes.

Leia também: Polícia prende suspeita de integrar 'gangue das loiras' em São Paulo

Segundo o delegado titular da 3ª delegacia antisequestro, Alberto Pereira Matheus Junior, Carina é casada, mãe de uma criança de 2 anos e realizava os crimes em viagens que fazia para São Paulo, cidade em que tem parentes. Em Curitiba, onde morava com a família,  trabalhava como operadora de telemarketing.Toda essa ação criminosa era feita sem que o marido soubesse, segundo a polícia.

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Carina Geremias Vendramini foi presa no dia 9 de março

Carina foi presa em seu apartamento, no Paraná. Ela já havia sido detida em 2008 por participação em roubo a condomínio, mas após ser libertada foi morar na Nova Zelândia, onde conheceu o marido, também brasileiro. Voltaram para o País e tiveram uma filha. A outra pessoa da família que sabia dessa vida dupla de Carina era a irmã, Vanessa Geremias Vendramini, que também fazia parte do grupo.

Além de Carina e Vanessa, também integravam a quadrilha Wagner de Oliveira Gonçalves, que seria o líder, e sua mulher, Monique Awoki Casiota, a única morena do grupo. Segundo a polícia, os dois se chamavam de 'Bonnie' e 'Clyde' durante as ações, nomes do famoso casal criminoso norte-americano da década de 30. Franciely Aparecida P. dos Santos, Priscila Amaral e Silmara Lan eram as outras loiras do bando. A maior parte delas tem curso superior, dominam outros idiomas e tem alto nível sócio-econômico. Todos os integrantes da quadrilha, com exceção de Carina, vivem em São Paulo, e marcavam seus encontros na região da Bela Vista.

"Sem dúvidas, essa era uma das principais quadrilhas de sequestro relâmpago de São Paulo", afirmou Jorge Carlos Carrasco, diretor do DHPP, acrescentando que o grupo foi responsável por 50 crimes entre 2011 e 2012. O delegado investiga ações da quadrilha no Rio de Janeiro.

A polícia divulgou imagens da ação da gangue. De posse dos cartões de crédito das vítimas, as loiras agem com tranquilidade ao fazer compras em lojas de shoppings centers. Entres os vídeos divulgados também há uma filmagem de um roubo a condomínio, onde uma delas espera o final da ação no lado de fora, e um saque de R$ 3,5 mil reais de uma agencia bancária de um shopping center. Veja as imagens abaixo :

De acordo com a investigação da polícia, a quadrilha migrou dos roubos de condomínios para sequestros relâmpagos por volta de 2009. Wagner sempre participava das ações, e revezava sua parceira entre as mulheres do grupo, de maneira organizada, dificultando a identificação dos sete como um grupo coeso. Os alvos eram sempre mulheres, preferencialmente loiras, que, geralmente, eram surpreendidas em estacionamentos de shopings e supermercados.

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Integrantes da 'Gangue das Loiras', que realizava sequestros relâmpagos em São Paulo

Wagner, acompanhado de uma das mulheres, abordava a vítima e a levava para o automóvel. Enquanto Gonçalves dirigia com a refém, a 'loira', sempre bem vestida, realizava 'compras grandes' com o cartão de crédito e documentos da refém em shoppings e, em alguns casos, faziam saques em caixas eletrônicos. Em uma das ações divulgadas pelo delegado, quatro tablets foram comprados de uma só vez.

“As vítimas eram escolhidas em razão daquilo que ostentavam. Geralmente tinham carros importados, mas nem sempre de luxo”, afirmou o delegado Alberto Matheus, que alertou que em alguns casos havia violência. Mas sempre eram as mulheres que agrediam as vítimas, abordadas, na maioria das vezes, nas regiões sul e oeste da capital.

Apenas Carina está presa. Os outros seis membros do grupo são considerados foragidos pela polícia.

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