Janelas fechadas na casa de Pimenta Neves

No dia que marca 10 anos do assassinato da ex-namorada, jornalista evita sair de casa e circular pelas ruas de Santo Amaro, em SP

Lecticia Maggi, iG São Paulo |

Quem passa pela pacata rua Senador Vergueiro, em Santo Amaro, zona sul da capital paulista, não desconfia que ali mora Antonio Marcos Pimenta Neves. O então diretor de redação do jornal "O Estado de S. Paulo" ganhou o noticiário em 2000 por matar com dois tiros a jornalista Sandra Gomide, de 32 anos. Sandra também trabalhava como jornalista do veículo.

Semanas antes do crime, ocorrido em 20 de agosto, Pimenta Neves havia sido deixado pela namorada. Ele confessou o assassinato e, em 2000, em júri popular, foi condenado a 19 anos de prisão. No entanto, passou menos de 7 meses na cadeia e devido a diversos recursos apelatórios e ainda hoje está solto.

Lecticia Maggi, iG São Paulo
Frente da casa de Pimenta Neves, na zona sul de São Paulo, nesta sexta-feira
Na rua onde Pimenta Neves mora, passam poucos veículos. A casa de paredes brancas divide a calçada com outros belos imóveis. Na garagem um Peugeot vermelho. Diversas plantas e árvores sombreiam o jardim. No fim dos degraus que dão para a porta de entrada, há uma roseira. Ali, conta o vigia, que preferiu não se identificar, as duas grandes janelas estão sempre fechadas.

Apesar de 10 anos longe da função que exercia no jornal, Pimenta Neves ainda mantém o hábito de se informar. "Ele só sai para pegar o jornal", afirma o vigia.

Sempre de prontidão, do outro lado da rua, o segurança afirma que nunca vê Pimenta Neves recebendo visitas tampouco saindo de casa. Segundo ele, Pimenta não anda pela rua nem conversa com vizinhos. A reportagem tentou contata-lo por conta do aniversário de dez anos do crime, mas sem sucesso. Apesar de estar em liberdade, Pimenta vive recluso em sua casa.

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