Irmãos são condenados a 30 anos de prisão por "crime do Orkut"

Comentário de empresário em rede de relacionamentos na internet irritou irmãos, que contrataram matador de aluguel para o crime

AE |

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Os irmãos Paulo Henrique Jorge e Luiz Jorge Júnior foram condenados, nesta quarta-feira, a 30 anos de reclusão, pelo Tribunal do Júri de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, pelo assassinato do empresário João Caros Duarte Paiva Arantes. Conhecido nacionalmente como o "crime do Orkut", o assassinato ocorreu em 18 de fevereiro de 2005 em um posto de gasolina na movimentada avenida Presidente Vargas do município.

Eles foram condenados por homicídio triplamente qualificado em um julgamento que durou 13h, presidido pelo juiz José Roberto Bernardi Liberal, em que os jurados acolherem a tese da acusação por unanimidade. O advogado Cézar Moreira, que representa Paulo Henrique e Luiz, informou que irá recorrer da decisão.

Segundo o promotor Eliseu José Berardo, responsável pela acusação, os irmãos contrataram Emerson Marcelo Adriano para assassinar Arantes, após o empresário acusar Paulo Henrique, por meio de uma comunidade na rede social Orkut, de ter um relacionamento com um travesti. A comunidade reunia justamente os frequentadores na avenida da cidade paulista e a repercussão gerada pelo recado postado por Arantes irritou os irmãos, que teriam prometido se vingar.

Conforme a denúncia, Adriano abordou Arantes, disparou 15 vezes, sendo que 12 acertaram o empresário. Apontado como um "matador de aluguel" na região de Ribeirão Preto, Adriano foi assassinado em junho de 2007. A polícia aponta o crime como queima de arquivo, apesar de não relacioná-lo com o assassinato de Arantes.

Além de testemunhas que relataram a presença do Adriano em companhia de Paulo Henrique no dia do assassinato de Arantes, a acusação apresentou como provas registros de trocas de telefonemas entre os dois colhidos durante o inquérito policial.

Paulo Henrique e Jorge foram encaminhados após o julgamento ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Ribeirão Preto. Eles chegaram a ser presos dias após o assassinato, mas foram soltos em seguida e aguardavam o processo em liberdade.

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