Investigação aponta blusa como causa de falha em metrô de SP

Mais de um mês após falha, Delegacia do Metropolitano diz que em 30 dias inquérito sobre falha da Linha 3-Vermelha será concluído

Márcio Apolinário, especial para o iG |

Pouco mais de um mês após o problema na Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo, que vai da estação Palmeiras/Barra Funda, na zona oeste, até a Corinthians/Itaquera, na zona leste, que ficou parada por quase três horas no último dia 21 de setembro, o inquérito, para apurar as causas da falha, ainda não foi concluído, conforme adiantou ao iG o delegado Valdir Oliveira Rosa, da Delegacia do Metropolitano.

Segundo o delegado, até o momento, foram ouvidas 10 pessoas, entre elas funcionários, usuários e o condutor da composição. Rosa adianta que as investigações continuam apontando uma blusa como principal responsável por todo o transtorno. “Um dos passageiros estava de costas e não viu sua blusa ficar presa na porta, o que causou a paralisação do trem, e desencadeou todo o caos daquele dia”, alegou.

“Funcionários que trabalhavam entre as estações Sé e Parque Dom Pedro II foram tentar soltar a blusa, e quando os passageiros viram a movimentação, do lado de fora dos vagões, pensaram que havia algum problema maior e começaram a acionar os dispositivos de abertura das portas.”

O delegado não acredita que tenha havido crime. “Não posso afirmar que houve crime. De acordo com os relatos, esse passageiro estava de costas e nem percebeu todo o tumulto”, ponderou.

O prazo estimado para o término das investigações, segundo Rosa, é aproximadamente 30 dias. “Preciso esperar o laudo voltar do Fórum Criminal. Mas acredito que não haja muita novidade sobre as causas.”

Arte/iG
Local onde houve paralisação da Linha 3-Vermelha do metrô
O caso

Duas composições da Linha 3-Vermelha do metrô (principal ligação entre a zona leste e o centro da cidade) ficaram paradas entre 7h50 eté 10h30, no último dia 21 de setembro. Por conta da paralisação, diversos usuários quebraram janelas na tentativa de sair das composições.

Conforme o depoimento de pessoas que estavam nos trens, houve caos e pânico. A energia foi cortada pela companhia e, com isso, não havia circulação de ar dentro dos vagões. Muitos usuários passaram mal por conta do calor e precisaram ser socorridos. Funcionários da empresa foram acionados para resgatar os passageiros, que se dirigiram à estação pela passarela de emergência.

Segundo o Metrô, 18 estações da Linha Vermelha foram diretamente afetadas, mas o reflexo atingiu toda a malha ferroviária.

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