Igrejas evangélicas viram alvo de bandidos em SP

Com medo, pastores já realizam orações com as portas trancadas. Templos reforçaram a segurança

AE |

Igrejas evangélicas da capital paulista viraram alvos de ladrões, que levam não só dinheiro do dízimos como celulares, joias e carros. Nos últimos seis meses foram pelo menos 11 roubos e 13 furtos, segundo levantamento da reportagem do jornal O Estado de S.Paulo . Muitos com relatos de violência contra pastores e obreiros, alguns com bandidos se disfarçando de fiéis.

Assustados, responsáveis pelos templos já deixam as portas de vidro trancadas durante as orações e têm instalado câmeras de vigilância e grades nos portões e portas. Para o bispo Carlos de Castro, presidente do Conselho dos Pastores do Estado de São Paulo, ainda é cedo para tomar alguma providência na cidade de São Paulo e os casos de roubos são ainda mais comuns fora da capital.

Mais prevenido, o pastor David Sales, responsável pela Assembleia de Deus (Ministério Madureira) de Itapevi, na Grande São Paulo, modificou a estrutura de segurança de parte dos templos da região. Dos 40 existentes, cinco já teriam sido alvo de bandidos. "Colocaram alarmes internos e câmeras", contou. Na visão do pastor, o alvo nos templos são aparelhos de som. "Esses equipamentos depois são vendidos no mercado de usados."

Investigadores que trabalham nas regiões que registraram roubos em igrejas na capital dizem que não se trata de uma quadrilha em atuação, mas sim grupos isolados que agem por oportunidade. A Polícia Militar também informou, em nota, que não identificou um problema generalizado, mas casos pontuais em alguns bairros da cidade.

O especialista em segurança, Nilton Migdal, diz que "o bandido mudou a ideia de assalto, de roubo. Agora eles preferem onde tem gente para levar mais. Por exemplo, na praia, antes as casas vazias eram invadidas. Não é o que acontece agora".

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