Hospital é condenado a indenizar mulher atendida com seringa contaminada

Mulher teve injeção aplicada com a mesma seringa utilizada em paciente com HIV, no interior de SP

AE |

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O Hospital e Maternidade do município de Rancharia, no interior de São Paulo, foi condenado a pagar R$ 50 mil por danos morais a uma paciente vítima de procedimento incorreto realizado pela equipe de enfermagem. A condenação partiu da 1ª Vara de Rancharia, informou o Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo.

A paciente afirma que foi submetida a uma aplicação de injeção com a mesma seringa utilizada em um paciente com HIV, o que a levou a correr o risco de ser contaminada com a doença. Por sua vez, o hospital sustentou que não teve responsabilidade e alegou que agiu rapidamente, prestando todo o atendimento necessário.

A paciente contou que passou 18 meses angustiada por não saber se estava ou não com o vírus. Ela também recebeu um "coquetel" de remédios anti-retrovirais e foi impedida de amamentar a filha recém-nascida.

Na sua decisão, o juiz levou em consideração que "a alegria pelo nascimento do primeiro filho foi completamente absorvida pela angústia diante da possibilidade de ter contraído a doença, que hoje, ao lado do câncer, parece a mais letal das enfermidades. A reparação do dano moral tem dupla finalidade: compensação para a vítima e punição para o ofensor".

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