Guarujá, em SP, enfrenta novo surto de diarreia

Fila de espera nos hospitais da cidade chega a 5h. Desde domingo, pelo menos 850 pessoas foram atendidas com os sintomas

AE |

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Um ano após o Guarujá, na Baixada Santista, enfrentar um surto de diarreia, turistas e moradores voltaram a lotar as unidades de saúde com o mesmo problema. Desde domingo, 850 pacientes passaram por médicos: 500 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e 350 no Hospital Santo Amaro, em Pitangueiras.

As duas unidades costumam atender, juntas, uma média de 60 pessoas por dia. No caso da UPA, cuja responsabilidade é da prefeitura, houve até reforço no atendimento, com a montagem de uma tenda climatizada no lado de fora da unidade. Ali, adultos e crianças com diarreia, vômitos, dores no corpo e febre recebem soro e outras medicações diariamente.

Pacientes ouvidos pela reportagem contaram que as filas nos hospitais chegaram a cinco horas. Segundo a diretora de Vigilância Epidemiológica da cidade, Ana Teresinha Lopes Plaza, já foi detectado que 30% dos pacientes são turistas que estavam nas Praias de Pitangueiras e da Enseada.

Para Ana, a situação ainda não é alarmante, apesar de o número de pacientes atendidos na UPA ser o mesmo da temporada passada, quando 500 pessoas procuraram ajuda médica entre 30 de dezembro de 2009 e 3 de janeiro de 2010. “Nesta época de verão, a população aumenta até quatro vezes e esse quadro é esperado, por causa do calor e da má higiene na praia”, disse a diretora. Ela contou que os casos de virose representam, por enquanto, 10% dos atendimentos na cidade.

A prefeitura não descarta a hipótese de problemas relacionados à comida consumida na praia ou com a água do mar ou das torneiras. “Com a chuva, parte do lençol freático também acaba contaminado”, afirmou a diretora. “É muito leviano dizer que foi a água, mas estamos investigando.”

Em 2010, o Instituto Adolfo Lutz revelou que um “norovírus”, presente no alimento e na água, foi responsável pelo surto. A Cetesb não comentou a possibilidade de a água do mar ser a causadora da doença e disse ser preciso aguardar o resultado da balneabilidade das praias. Procurada, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou, por e-mail, que “garante a qualidade da água”. As informações são do Jornal da Tarde.

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