Grupo de favela incendiada contabiliza moradores

Eles querem saber se há desaparecidos; ao menos 1.656 pessoas moram na favela Moinho e uma pessoa morreu

Fernanda Simas, iG São Paulo |

AE
Um incêndio de grandes proporções atinge a favela do Moinho e um prédio de quatro andares abandonado, instalados ao lado da linha férrea, próximo à Avenida Rio Branco
Moradores da favela Moinho, no centro de São Paulo, destruída por um incêndio nesta quinta-feira, formaram um grupo para checar se há algum desaparecido. Segundo o IBGE, há 1.656 moradores em 532 barracos.

O Corpo de Bombeiros informou que um bebê de seis a oito meses foi encontrado em um barraco sozinho. Ele foi encaminhado ao Conselho Tutelar.

Até o momento, há informação de um morto e três pessoas feridas. Uma vítima foi encaminhada ao pronto-socorro do Tatuapé com o punho fraturado e queimaduras. Outras duas apresentaram sinais de intoxicação e foram levadas para a Santa Casa.

Um morador afirmou que a comunidade recebeu a proposta de ser encaminhada a albergues, mas ele disse que vai voltar para o seu terreno assim que os bombeiros terminarem o trabalho. A ideia dele é reerguer sua casa.

O fogo, que teve início às 10h30, foi controlado por volta das 12h50. Ao todo, 37 viaturas foram deslocadas para a rua Dr. Elias Chaves, altura do número 20. Segundo os bombeiros, 120 homens participaram no combate às chamas.

Trânsito e trens

O trânsito e o funcionamento da linha férra da Companhia Paulista de Trens Metrpolitanos (CPTM) são afetados com o incêndio. A fumaça é densa no local. Bombeiros contam com a apoio das viaturas da Polícia Militar, Defesa Civil, Eletropaulo e Companhia de Engenharia e Tráfego (CET).Segundo o órgão de trânsito, há lentidão no viaduto Engenheiro Orlando Morgel com rua do Bosque, devido curiosidade dos motoristas que reduzem a velocidade.

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