Greve na distribuição de combustíveis ganha apoio de outros segmentos

Sindicato diz que transportadores de materiais de construção e de hipermercados participam da paralisação. Alguns postos já estão sem combustíveis

iG São Paulo |

A paralisação dos distribuidores de combustíveis está ganhando adesão de novos segmentos, como o de materiais de construção e de hipermercados, segundo informações do presidente do Sindicato dos Transportadores de Rodoviários de Autônomos de Bens do Estado de São Paulo (Sindicam-SP), Norival de Almeida Silva, que não soube informar quantos trabalhadores dos segmentos aderiram à paralisação.

Corrida para abastecer:  Estoque de combustível em postos dura até amanhã, prevê sindicato

A greve começou ontem, em protesto à restrição dos caminhões pela Marginal do Tietê, das 5h às 9h e das 17h às 22h, de segunda a sexta-feira e, aos sábados, das 10h às 14h. Nesta manhã, o prefeito Gilberto Kassab (PSD), afirmou que poderia "aperfeiçoar" a restrição de caminhões na Marginal, caso fosse necessário, mas ressaltou que não acreditava que haveria mudança no horário da proibição de circulação. 

HÉLVIO ROMERO/AGÊNCIA ESTADO/AE
Posto Shell na Vila Maria, zona norte, foi fechado nesta manhã devido falta de abastecimento

A Prefeitura de São Paulo procurou na segunda-feira (5) o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado (Setcesp) e outras entidades representantes de caminhoneiros para negociar. Segundo Norival, o Sindicam não foi convidado. "Se ele entrou em contato com algum sindicato não foi conosco. O único contato que tivemos com um órgão público foi com o secretário de Transportes, Marcelo Cardinale Branco, que também não deu retorno sobre o que conversamos ontem", explica.

Fim do estoque

No segundo dia da greve, alguns postos da capital já começaram a ser afetados com a falta de alguns combustíveis. Segundo a entidade que representa todos os postos de gasolina na capital, nenhum estabelecimento recebeu combustíveis na segunda-feira (2).

Nelson Antoine/Fotoarena/AE
Caminhões são vistos parados no centro de distribuição da Petrobras, nesta manhã
"Certamente haverá uma corrida dos consumidores aos postos e os estoques irão durar, na melhor das hipóteses, até a próxima quarta-feira (7)".

Entenda o caso: Transportadores de combustíveis entram em greve

O problema: Veja as regras da nova regulamentação para o trânsito de caminhões

A previsão foi divulgada em nota pelo sindicato e enviada ao prefeito Gilberto Kassab, nesta manhã. O documento, assinado pelo presidente da entidade José Paiva Gouveia, pede que a prefeitura abra as negociações com os envolvidos na paralisação para evitar "um colapso no abastecimento". Ontem, no primeiro dia da greve, nenhum caminhão saiu das três principais distribuidoras da capital - no Ipiranga, zona sul, Guarulhos e Barueri.

Segundo Gouveia, após um reposição de combustíveis, os estoques podem durar de três a quatro dias - dependendo da procura. Como sexta, sábado e domingo são os dias de maior movimento, os estoques dos postos estão baixos. Com isso, muitos pontos já estão sem alguns combustíveis. Há aproximadamente 2.000 estabelecimentos na capital, além de outros 4.500 no Estado.

Nesta manhã, postos na região da Marginal Tietê, no bairro Vila Maria, foram vistos fechados devido a falta de combustíveis. Motoristas tentam abastacer os veículos no posto Shell na zona norte. Funcionários colocaram bloqueios ao lado das bombas para sinalizar a falta do produto para os clientes.

*com AE

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