Greve CPTM atinge todas as estações de trem da Grande São Paulo

Aproximadamente 2,5 milhões de usuários serão afetados pela paralisação

AE |

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Tanto os paulistanos como os moradores da Grande São Paulo estão sem transporte ferroviário, operado pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em razão da greve dos ferroviários, decretada na noite de terça-feira e que se estendeu, nesta manhã, para as seis linhas da malha ferroviária da região metropolitana. 

Segundo a assessoria de imprensa da CPTM, a greve afeta 100% das 89 estações localizadas em 22 cidades da Grande São Paulo. São quase 2,5 milhões de usuários afetados pela paralisação, cujo destino será resolvido por volta das 8 horas em uma reunião entre representantes dos quatro sindicatos da categoria e a companhia estatal. 

Segundo ainda a CPTM, até as 4h15 desta manhã, em razão da paralisação que abrange 100% da malha ferroviária, não foi possível colocar em operação o Plano de Apoio entre as Empresas em Situação de Emergência (Paese), que redireciona algumas linhas de ônibus para o itinerário dos trechos do sistema afetados pela paralisação. 

Os funcionários querem 5% de aumento nos salários e o governo oferece 3,7%. Uma nova reunião entre sindicalistas e CPTM deve ser realizada na manhã desta quinta-feira. 

ABC

No Grande ABC, motoristas e cobradores de ônibus de empresas particulares decidiram manter a greve iniciada ontem. A paralisação afeta o transporte municipal e intermunicipal em Santo André, São Bernardo do Campo, Mauá, Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires. 

De acordo com a EMTU, 850 ônibus de 130 linhas atendem os passageiros em toda a região. Os trabalhadores querem 15% de aumento nos salários, mas as companhias oferecem 8%. O sindicato que representa os funcionários afirma que as empresas não apresentaram nova proposta. Hoje, será realizada uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

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