Governo de SP enviará 1 milhão de torpedos sobre combate à dengue

Número de infectados na região do Itaim Bibi triplicou no primeiro bimestre de 2010

iG São Paulo |

Com o aumento de casos de dengue registrados no Estado de São Paulo, a Secretaria de Saúde de São Paulo decidiu enviar a partir desta quarta-feira um milhão de torpedos para alertar a população sobre o combate à dengue. Embora, segundo a Secretaria, o número de casos ainda sejam inferiores ao do ano passado, a medida tem como meta frear esse crescimento.

O objetivo do envio dos torpedos é alertar a população sobre medidas a serem adotadas para evitar a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. Segundo a secretaria, o número de casos de dengue no primeiro bimestre deste ano foi 92,6% inferior ao registrado no mesmo período de 2010.

Os 645 municípios paulistas informaram até o final de fevereiro 3.390 casos autóctones (com transmissão dentro do Estado). No primeiro bimestre do ano passado foram 46.050 casos. Este ano, Ribeirão Preto concentra 49,9% dos casos confirmados. Em seguida aparecem Bauru (7,1%), Araraquara (3,4%) e Santa Fé do Sul (2,8%).

No total, na capital foram registrados 149 casos de infectados entre janeiro e fevereiro deste ano, e outros 288 casos fora do município. Desses, o distrito do Itaim Bibi preocupa a prefeitura por, apenas neste início de ano, ter triplicado o número de casos registrado em todo o ano passado, passando de 15, em 2010, para 48 no primeiro bimestre de 2011.

O aumento de doentes tem preocupado a Secretaria de Saúde, que preparou um mutirão no último sábado para procurar pontos de água parada que pudessem abrigar criadouros do mosquito responsável por transmitir a doença.

As iniciativas da pasta tiveram dois objetivos fundamentais: focar, de um lado, o controle do mosquito transmissor nas residências e em estabelecimentos com grande probabilidade de alojamento de criadouros (imóveis estratégicos e especiais) e, de outro, a avaliação de risco dos pacientes atendidos nos serviços de saúde, organização dos serviços e manejo clínico dos casos.

Dessa forma, garante-se, segundo a Secretaria, mais efetividade nas ações de campo para combater o Aedes aegypti e assegura-se maior eficiência no atendimento aos casos suspeitos, evitando que pacientes infectados com o vírus da dengue evoluam para casos mais graves, como a febre hemorrágica, por exemplo.

*Com AE

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