Cerca de 69 mil usuários foram prejudicados por greve na zona norte da capital

A greve de ônibus que prejudicou moradores da zona norte da capital paulista, na manhã desta sexta-feira, acabou pouco antes das 12h. O primeiro dos 388 ônibus da  Viação Transcooper, que estava parado desde a madrugada, saiu da garagem da empresa às 11h50. De acordo com a São Paulo Transportes (SPTrans), cerca de 69 mil usuários da companhia foram afetados.

Ônibus parados na garagem da empresa Transcooper no Tremembé, na manhã desta sexta-feira
AE
Ônibus parados na garagem da empresa Transcooper no Tremembé, na manhã desta sexta-feira

Para minimizar os transtornos, a SPTrans colocou em operação o Plano de Apoio Entre Empresas Frente a Situações de Emergência (Paese), no qual veículos da Viação Sambaíba, empresa concorrente, foram remanejados para atender aos moradores da zona norte. Por volta das 12h50, o plano já havia sido encerrado.

Cerca de 150 ônibus da Viação Fênix também ficaram temporariamente paralisados em protesto pela violência, mas, por volta das 6h30, as sete linhas que operam nos bairros de Santana, Horto Florestal, Tucuruvi e Jaçanã, voltaram a circular.

O motivo

Conforme a SPTrans, os funcionários alegaram falta de segurança no trabalho para realizar a paralisação. Isso porque, por volta das 22h45 de quinta-feira, o micro-ônibus prefixo 26390, que faz a linha 1722/10 (Jardim Marina - Tucuruvi), foi incendiado. Um homem entrou no veículo, pediu que todos os passageiros descessem e, então, ateou fogo. Ninguém ficou ferido.

O incidente, por sua vez, teria sido motivado pela revolta dos moradores da região do Jaçanã após nova chacina ocorrida na madrugada de ontem no Jardim Guapira, que deixou quatro mortos.

*Com informações da Agência Estado

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