Funcionários do shopping Villa-Lobos fazem protesto em São Paulo

Protesto foi contra o novo horário de expediente aos domingos, três horas superior ao adotado em outros shoppings da capital

AE |

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Quem tentou almoçar ou fazer compras no Shopping Villa-Lobos, localizado na zona oeste da capital, no começo deste domingo teve que mudar de ideia. Cerca de 300 manifestantes, entre funcionários de lojas e sindicalistas, bloquearam as entradas do centro comercial das 11 às 14 horas. Apoiados por um trio elétrico, protestavam contra o novo horário de expediente aos domingos, três horas superior ao adotado em outros shoppings da capital. 

Há três domingos, as lojas do Villa-Lobos começaram a abrir do meio-dia às 21 horas, ao invés do horário adotado nos outros shoppings da capital, das 14h às 20h, mas os funcionários reclamam que não estão recebendo mais nada por isso e que não foram consultados. O grupo carioca BRMalls, administrador do centro de compras, diz que o novo horário foi decidido em assembleia com os lojistas e afirma que a "iniciativa inédita" no Estado de São Paulo foi baseada em "pesquisa de comportamento e desejo junto dos clientes". 

Adriana Spaca / Futura Press
Protesto neste domingo com funcionários do shopping Villa Lobos, em São Paulo
Para compensar as horas extras trabalhadas, o Villa-Lobos passou a sortear almoços, bilhetes de cinema e Ipods entre os funcionários, mas a iniciativa não foi suficiente para motivá-los. Os trabalhadores organizaram um abaixoassinado contra o novo horário, com cerca de 700 adesões, mas não houve acordo, segundo o Sindicato dos Comerciários de São Paulo. Antônio Cabral, diretor do sindicato, disse que a medida é uma imposição do grupo BRMalls, que supostamente quer testar no Villa-Lobos um novo horário de funcionamento para os shoppings paulistas. "Tem muito dono de loja que também não quer abrir no novo horário, mas se não obedecer, leva multa", disse. 

O grupo BR Malls informou, por meio de sua assessoria, que o novo horário está de acordo com a legislação vigente e que os direitos trabalhistas dos funcionários são da responsabilidade dos donos das lojas, e não da administradora. 

O protesto bloqueou a faixa da direita da Marginal Pinheiros e a Polícia Militar acompanhou a movimentação, mas não houve lentidão ou confronto. Às 14 horas, a entrada do shopping foi liberada e os manifestantes se dispersaram.

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