Funcionários de hospital fazem protesto em SP

Eles alegam que intervenção após Operação Hipócrates, em que 12 pessoas foram presas por fraudes, não melhorou condições

AE |

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Vestindo roupas e nariz de palhaço, funcionários do hospital e integrantes do Conselho Municipal de Saúde fizeram hoje um protesto na frente do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS). Eles alegam que a intervenção decretada pela Secretaria Estadual de Saúde após a Operação Hipócrates, em que 12 pessoas foram presas por fraudes em licitações e plantões médicos , não melhorou as condições do hospital.

O grupo de manifestantes ganhou a adesão de pacientes quando simulou um abraço no prédio. Rolos de papel higiênico foram usados para limpar as colunas na entrada do prédio.

De acordo com o delegado do Sindicato da Saúde, Osvaldo Noce, mesmo após a intervenção o maior hospital público da região continua com problemas que afetam o atendimento aos três mil pacientes diários. "Recebemos denúncias de falta de medicamentos, materiais e funcionários." Segundo ele, o CHS não tem médicos anestesistas e infectologistas e a única fonoaudióloga trocou a função por um cargo de chefia. Há falta de medicamentos e, de acordo com a representante do Conselho Municipal de Saúde, Nilda da Silva Santos, no tratamento de hepatite e da Aids os remédios são ministrados em doses menores do que as recomendadas.

Na sala de oftalmologia, a esterilização é deficiente. Os elevadores não funcionam e os banheiros, em reforma, estão sem condições de uso. O sistema elétrico tem "gambiarras", conta a auxiliar de enfermagem Jamila Mathiazzi. Segundo ela, uma enfermeira precisou comprar com seu dinheiro um adaptador para ligar um aparelho médico. A Secretaria não tinha se manifestado sobre o protesto até as 18h50 de hoje.

Fraudes

Em junho deste ano, uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual desbaratou uma quadrilha de funcionários, dirigentes, médicos e empresários que fraudavam plantões e licitações no CHS. Médicos recebiam por plantões não realizados e as licitações eram dirigidas. Na ocasião, 12 pessoas foram presas, entre elas o então diretor e dois ex-diretores do hospital. O MPE denunciou à Justiça 48 pessoas por suposto envolvimento nas fraudes.

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