Trabalhadores pedem 20% de reajuste salarial e dizem que governo do Estado de SP não sentou para negociar

Funcionários da Fundação Casa (antiga Febem) decretaram hoje, após assembleia geral realizada em São Paulo, estado de greve para reivindicar 20% de reajuste salarial. Os servidores cobram também mais segurança no trabalho , plano de cargos e salários, limite de 30 horas para técnicos e enfermagem e adicional de insalubridade.

Uma nova assembléia foi marcada para o próximo dia 28, para definir se haverá greve geral por conta das reivindicações. O anúncio foi feito pelo Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança, ao Adolescente e a Família do Estado de São Paulo (Sitraemfa).

De acordo com a entidade, o governo de São Paulo até o momento não sentou para negociar com a categoria, cuja data-base é 1º de março.

Segundo o presidente do sindicato, Julio Alves, os funcionários da Fundação Casa elaboraram uma lista reivindicando melhorias em 55 itens. "Enviamos para o governo e para a fundação em fevereiro, mas ainda não tivemos nenhuma resposta", afirma Alves.

Ele explica que durante o estado de greve os funcionários continuam normalmente o trabalho e ainda não existem manifestações agendadas. "O estado de greve é como um alerta, caso não sejamos procurados para negociar devemos entrar em greve no final do mês", diz.

A assessoria de imprensa da Fundação Casa informou no começo da noite que a direção da entidade está disposta a conversar com os servidores. "Aliás, a Fundação Casa sempre esteve aberta às conversações, mesmo fora de campanhas salariais, para conversar com os sindicalistas", disse a assessoria.

*Com informações da Agência Estado

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