Fortes ressacas causam prejuízos no litoral de SP

Casas localizadas próximas à praia nas cidades de Caraguatatuba, Ilhabela e São Sebastião foram alagadas

AE |

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As fortes ressacas que vêm atingindo o litoral de São Paulo desde o início da semana estão causando prejuízos. O mar destruiu parcialmente uma residência na praia de Massaguaçu, em Caraguatatuba. Uma pousada localizada na mesma praia teve parte do piso, o muro e fossa séptica também destruídos pela fúria das águas. Árvores foram arrancadas. Na praia Martim de Sá, a mais procurada da cidade, o mar chegou bem próximo aos quiosques. Ninguém se feriu. 

A praia de Massaguaçu é a mais atingida por ressacas. Há alguns anos, parte do acostamento da rodovia Rio-Santos foi destruída. Moradores temem que o mar avance ainda mais, pois essa é uma tendência observada nos últimos anos. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros estão realizando um monitoramento para avaliar a situação.

Na região central de Ilhabela, algumas ruas e trechos da principal avenida também ficaram alagadas. Com ondas que chegaram a três metros de altura, poucos pescadores se arriscaram a entrar no mar.

As balsas que fazem a travessia entre São Sebastião e Ilhabela navegam em velocidade abaixo do normal, devido à forte correnteza. Durante a madrugada desta quinta-feira, quarteirões inteiros do bairro Barra Velha ficaram alagados. 

Em São Sebastião, a ressaca provocou o transbordamento de galerias pluviais e a água do mar atingiu algumas ruas pelos bueiros, no centro. No bairro Canto do Mar, que faz divisa com Caraguatatuba, onde diversas casas já foram destruídas por ressacas anteriores, a situação não foi diferente e casas foram inundadas. No bairro Porto Grande, proprietários de residências já fizeram "barricadas" com pedras e pneus para tentar evitar que o mar atinja suas propriedades. 

Dados do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), com base em levantamento feito ao longo da costa brasileira, revelam que o nível do mar está aumentando cerca de 40 cm por século, ou quatro milímetros por ano. As medições começaram em 1980.

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