Fogo pode ter destruído também acervo digitalizado

Incêndio no Instituto Butantan acabou com a maior coleção de cobras do mundo, além de registros em papel

Agência Estado |

Com as mais de 500 mil espécies de animais, o acervo digitalizado do Instituto Butantã pode ter se perdido no incêndio que atingiu um galpão do centro de pesquisas , na zona oeste da capital paulista, na manhã de sábado.

Uma funcionária estava catalogando digitalmente documentos, livros e projetos científicos. O trabalho, que não estava concluído, poderia diminuir o impacto do incidente, caso seja localizado. Os registros em papel foram queimados.

O fogo destruiu a maior coleção científica de cobras do mundo, iniciada há 120 anos. Cerca de 85 mil exemplares eram guardados no prédio. O acervo de aracnídeos, com 450 mil aranhas e escorpiões, também se perdeu. Na manhã de domingo, o Corpo de Bombeiros voltou ao galpão destruído para controlar um princípio de incêndio. As chamas teriam sido provocadas pelo contato das cinzas com o que restou de álcool e formol, onde os animais mortos eram conservados.

A Polícia Civil deve instaurar um inquérito nesta segunda-feira para apurar as causas do incêndio no Instituto Butantã. Peritos do Instituto de Criminalística (IC) vão elaborar o laudo técnico sobre o acidente. O instituto afirmou que aguarda o trabalho da perícia para se pronunciar. A suspeita inicial dos bombeiros que atuaram na ocorrência é de que o fogo foi provocado por curto-circuito ou sobrecarga elétrica.

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