Fechamento de lojas populares causa tumulto em São Paulo

Tropa de Choque foi chamada para controlar confronto entre lojistas e policiais da Guarda Civil Metropolitana

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A situação na região da Rua 25 de Março, no centro da capital paulista, ficou mais calma com a chegada da Polícia Militar (PM), após um confronto entre policiais da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e lojistas do Shopping Mundo Oriental. Por volta do meio-dia, os lojistas estavam em negociação. A maioria das lojas segue fechada.

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Lojistas protestam contra operação de combate à pirataria da Prefeitura de São Paulo na Rua Barão de Duprat, na região da Rua 25 de Março
A confusão começou por volta das 9h30, quando policiais da GCM entraram no shopping e impediram os comerciantes de abrir seus estabelecimentos. A ordem de fechamento seria da Prefeitura de São Paulo. Os guardas utilizaram bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes na Rua Barão de Duprat. Os comerciantes responderam com pedras e ovos. Até o momento não há informações sobre feridos ou presos.

De acordo com o advogado dos comerciantes e da administração do shopping, Adalberto Freitas, a Prefeitura tinha um acordo com os lojistas de fechar apenas os estabelecimentos ilegais, o que acabou não acontecendo, segundo ele. "Tínhamos combinado com a Prefeitura que o fechamento ocorreria apenas em lojas irregulares. Nem todas aqui funcionam dessa forma. Eles invadiram e fecharam todos os estabelecimentos."

Os manifestantes bloquearam a Rua Barão de Duprat com pedaços de papelão e madeira incendiados. Uma viatura do Corpo de Bombeiros foi enviada ao local para apagar o fogo. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), às 11h30, a ocupação da rua era total, e os motoristas deveriam fazer um desvio pela Avenida do Estado e a Rua João Teodoro.

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