A família do aluno de 10 anos que atirou contra uma professora e depois se matou dentro da escola, em São Caetano do Sul, disse em entrevista ao Fantástico que deseja pedir desculpas para a professora baleada. "Queria dar um abraço nessa professora e pedir desculpas para a família", disse o guarda municipal Milton Nogueiro, pai do menor.
Sobre uma possível culpa pelo ocorrido já que a arma, um revólver calibre 38 utilizado na ação, pertence a Milton, ele disse não sentir culpa. "Simplesmente aconteceu uma tragédia". O guarda municipal, que está afastado de suas funções, disse ainda que levou os filhos na escola e sem desconfiar carregou a mochila do filho de 10 anos.
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Durante a entrevista, Milton descreveu como reagiu ao sentir falta da arma em sua casa. Após questionar a mulher, Milton logo pensou na possibilidade de um dos filhos ter encontrado o revólver. "Pedi para a coordenadora da escola para ver os meus filhos. Perguntei sobre a arma e D. levantou as mãozinhas dizendo que não estava com ela. Eles nunca mentiram pra mim", contou emocionado.
A mãe de D.M.N também participou da entrevista. Visivelmente abalada, Elenice Nogueira disse que a arma sempre ficava descarregada na residência. "Naquele dia, único dia, infelizmente não estava [descarregada]". O suicídio da criança é ainda um fato não compreendido pela família já que D. "era uma criança calma, tranquila e estudiosa", contou a mãe.
A professora baleada, Rosileide Queiros Oliveira, de 38 anos, pode ter alta nos próximos dias. Na sexta-feira (23), ela deixou a UTI e foi para o quarto. Também foi atendida por um ortopedista porque estava se queixando de dor no joelho esquerdo. Foi constatada uma fratura na patela, que pode ter sido causada durante sua queda após o tiro.
Investigações
A delegada Lucy Mastellini Fernandes, do 3º Distrito Policial de São Caetano investiga o caso e já começou a ouvir o corpo docente da escola. A família do aluno deve ser ouvida essa semana, assim como a professora Rosileide.