Falha da polícia atrasa investigações no caso do Itaú, diz delegado-geral

Marcos Carneiro Lima acredita que falha de comunicação da polícia causou atraso em investigações sobre o roubo dos cofres do banco

Fernanda Simas, iG São Paulo |

Reprodução/BandNews
Imagem do local onde ficam os cofres do Itaú após assalto
Uma falha de comunicação da polícia de São Paulo foi a causa do atraso no início das investigações do roubo de 138 cofres particulares da agência do banco Itaú localizada na Avenida Paulista, aponta o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima. “Essa falha está principalmente centrada na questão de que não se tinha uma definição de valores do que foi roubado. No 78° DP ( Distrito Policial onde foi feito o boletim de ocorrência do roubo ) não se tinha o valor do que foi roubado, o boletim dava destaque de vítima para a empresa de segurança e para o banco, apontando celular e arma roubados dos seguranças”, explica Carneiro ao iG . O roubo ocorreu no dia 27 de agosto e se tornou público oito dias depois.

Uma ala da Polícia Civil chegou a questionar uma investigação paralela do caso feita pelo antigo titular da Delegacia de Roubo a Bancos, Rui Ferraz Fontes, hoje titular do 69° Distrito Policial, alegando que esse seria o motivo do atraso das investigações do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic).

Carneiro é enfático ao dizer que a investigação feita por Fontes é legal e de conhecimento da polícia. “O outro delegado ( Fontes ) começou uma investigação de formação de quadrilha e essa quadrilha pode ter ligação com o roubo ao Itaú. Já fizemos uma reunião com os delegados e ficou determinado que ele vai passar tudo para o Deic.”

O delegado-geral ressalta que a investigação de Fontes objetiva a quadrilha e não a ação da quadrilha, o assalto ao banco. “Chegou a informação de que ele ( Fontes ) está investigando uma formação de quadrilha, é uma justificativa legal para ele trabalhar. O Rui foi titular do Roubo a Bancos e tem conhecimento sobre o assunto. O Deic tem conhecimento disso tudo, o interesse é público e queremos resolver o caso. ”

Depois de 17 dias do roubo à agência do Itaú, o Deic recebeu a uma lista com os nomes de funcionários que fazem a segurança do banco, mas não confirma se já recebeu a lista com os nomes dos clientes que tiveram os cofres roubados. Até segunda-feira (12), a polícia não tinha recebido a relação de clientes roubados. Até hoje, não se sabe o valor total roubado pelos bandidos.

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