Ex-detento confessa ter matado turista no litoral de São Paulo

Jovem de 22 anos atirou em turista que reagiu a um assalto durante o feriado prolongado de Corpus Christi

AE |

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Um ex-detento que alegou estar desempregado, passando fome e devendo pensão alimentícia confessou à polícia de Praia Grande, na Baixada Santista, ter assassinado o turista que reagiu a um assalto no calçadão da praia do Canto do Forte no fim do mês passado. 

Abner José Rouleau Paulino, conhecido como Caubói, de 22 anos, apresentou-se ao 1.º Distrito Policial (DP) de Praia Grande na noite da última segunda-feira acompanhado da mãe. Ele foi reconhecido por uma testemunha e, durante depoimento formal colhido na tarde de ontem, Paulino confessou ter atirado contra o turista Caio Flores Ghelere, de 21 anos, na manhã do sábado, 25 de junho. 

Funcionário público municipal, Ghelere morava em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, e estava no litoral passando o feriado prolongado de Corpus Christi. Acompanhado da namorada, ele estava com a máquina fotográfica na mão no momento do assalto. Ele reagiu e entrou em luta corporal com o assaltante, que disparou duas vezes e fugiu sem roubar nada. Atingido no peito e no pescoço, Ghelere foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu cerca de uma hora depois no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande. 

De acordo com o delegado titular do 1.º Distrito de Praia Grande, Luiz Evandro Medeiros, a polícia trabalhou "incessantemente" para resolver o latrocínio. "Três dias depois do crime eu estava com o retrato falado do acusado e cinco dias depois com a foto dele, que já esteve preso por tráfico de novembro do ano passado a abril desse ano. Também fomos quatro vezes a Mongaguá e conseguimos um mandado judicial para revistar a casa de um amigo dele que estaria o ajudando. Praticamente dia sim, dia não, a gente ia na casa da mãe dele", disse o delegado. 

Na última vistoria na casa da mãe do acusado, na última sexta-feira, a polícia encontrou roupas sujas e passadas que pertenceriam a Paulino e advertiu a mulher de que ela poderia ser processada se fossem encontradas provas de que ela estaria ajudando o filho. "Coincidentemente ou não, segunda-feira os dois estavam aqui", afirmou o delegado. 

No depoimento, Paulino afirmou à polícia que estava desempregado e ele e a mãe estavam passando fome. Além disso, disse que tinha uma obrigação judicial para pagar uma pensão alimentícia de R$ 250 à filha. "Ele disse que conseguiu a arma e viu o casal abençoado caminhando na praia, daí os abordou e mostrou a arma, só que o rapaz foi pra cima dele", contou o delegado, explicando que Paulino está preso provisoriamente na Cadeia Pública de Praia Grande, mas que terá a prisão preventiva requerida à Justiça.

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