Estudantes fazem minuto de silêncio em homenagem a aluno morto na USP

Alunos do centro acadêmico se reuniram por quase duas horas com o vice-reitor para tratar da segurança da universidade

Agência Brasil |

AE
Alunos durante protesto silencioso em memória do estudante Felipe Ramos de Paiva
Os estudantes da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP) fizeram, na noite desta quinta-feira, um minuto de silêncio para homenagear o estudante Felipe Ramos de Paiva, morto nesta quarta no estacionamento da faculdade onde cursava o quinto ano de ciências atuariais. Durante o ato, ocorrido na entrada do prédio da faculdade, os alunos seguraram velas e faixas pedindo mais segurança na USP.

Antes, alunos do Centro Acadêmico Visconde de Cairu se reuniram por quase duas horas com o vice-reitor Hélio Nogueira da Cruz, com o diretor da FEA, Reinaldo Guerreiro, e com o chefe de gabinete da reitoria, Alberto Carlos Amadio.

Os representantes do Centro Acadêmico entregaram à reitoria uma carta na qual sugerem algumas alternativas a serem implantadas para melhorar a segurança na universidade. Entre elas, a criação de um canal de denúncias, que melhore a comunicação entre as vítimas, a Polícia Militar e a Guarda Universitária; a melhoria do sistema de iluminação do campus e a implantação de um sistema mais eficiente para identificação das pessoas que circulam pelas instalações da USP.

Segundo a presidente do Centro Acadêmico, Maíra Madrid, a reunião desta quinta, apesar de não ser deliberativa, foi positiva e as reivindicações serão agora levadas para a reunião extraordinária do Conselho de Gestão da USP, prevista para esta sexta-feira, a partir das 10 horas, na Escola Politécnica.

Segundo ela, a reitoria respondeu que a iluminação do campus já está em processo de licitação e que também está sendo estudada a melhoria da vigilância da guarda universitária, incluindo o aumento do efetivo. “A iluminação do campus é uma das mais fortes reivindicações dos alunos”, disse ela, aos jornalistas, ressaltando que a questão envolvendo a presença de policiais militares dentro do campus, atualmente proibida na USP, não foi tratada nessa reunião, mas deverá ser discutida entre os alunos nas próximas semanas.

Hoje, a Procuradoria-Geral de Justiça designou a promotora Mildred de Assis Gonzales para acompanhar as investigações policiais sobre o crime. Também hoje, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa divulgou o retrato-falado do suspeito.

A Secretaria de Segurança Pública informou que o estudante foi encontrado morto, com um ferimento na cabeça provocado por arma de fogo. Ele estava caído ao lado de seu carro, um Passat de cor preta. Um vigilante da USP disse à polícia ter ouvido o som de um tiro e visto uma pessoa fugir correndo em direção a um dos portões do campus.

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