Estelionatário passa cheque falso de R$ 918 em restaurante em São Paulo

Marcelo Estrella de Assis foi reconhecido pelos funcionários do Restaurante Ecco, na rua Amauri. Ele já teria dado um cheque sem fundo no ano passado

iG São Paulo |

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Em companhia de um homem e de um travesti, Marcelo Estrella de Assis, de 43 anos, falso cineasta e jornalista, pediu, na noite de ontem, champanhe, vinho, entrada, prato principal e sobremesa no Restaurante Ecco, no número 244 da Rua Amauri, no Itaim Bibi, zona sul de São Paulo. Quis dar um cheque falsificado para pagar a conta de R$ 918, mas o gerente do estabelecimento não aceitou. A Polícia Militar (PM) foi acionada e Marcelo, que já possui passagem por estelionatário, acabou preso.

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Por volta das 22 horas, o acusado, vestindo um colete de fotógrafo, em companhia do travesti e em uma moto Honda Lead 110 preta, chegou ao restaurante, que tem entre os sócios o apresentador Luciano Huck e os irmãos Pedro Paulo Diniz e João Paulo Diniz. 

Sentaram-se e pediram uma champanhe e duas águas, alegando que esperavam uma terceira pessoa. Quando outro homem sentou à mesa, dois vinhos franceses foram pedidos. Além da comida, beberam mais três doses de whisky e outras três de licor. Aos garçons, o estelionatário afirmou que o travesti era uma estrela de cinema e ele um cineasta. 

Funcionários do restaurante reconheceram Marcelo como o cliente que passara um cheque sem fundo há cerca de um ano no mesmo estabelecimento, motivo pelo qual o cheque - em nome de outra pessoa, o mesmo de um R.G falso apresentado por Marcelo - não foi aceito. Ele ofereceu ainda a moto como pagamento, oferta recusada pelo gerente do estabelecimento. Como afirmou não ter outra forma de pagamento, o gerente disse que chamaria a polícia. Marcelo falou aos companheiros para irem embora, que resolveria o problema sozinho. 

Aos PMs, o estelionatário ainda apresentou uma carteira falsa de jornalista da Associação de Imprensa do Estado do Rio de Janeiro e outra como jornalista do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo. 

No 14º Distrito Policial (DP), para onde Marcelo foi levado, descobriu-se que ele possui passagem por estelionato. Com o detido foram apreendidos diversos cartões com o nome falso, além de sua carteira de trabalho verdadeira. Ele indicou o nome do homem que falsificou os documentos, e os policiais civis do 14º DP darão procedimento às investigações. Marcelo será indiciado por estelionato e uso de documento falso, com penas que podem chegar a 10 anos de prisão.

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