"Estamos no caminho certo", afirma coronel da PM de São Paulo

Comandante da polícia paulista destaca que cidades dos EUA que não têm uma taxa de homicídios como foi registrada no Estado

Daniel Torres, iG São Paulo |

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo divulgou nesta quarta-feira o balanço trimestral de criminalidade no Estado que indica a redução de praticamente todas as modalidades de crime . Para o comandante da Polícia Militar (PM) de São Paulo, coronel Álvaro Camilo, os números são uma indicação de que as ações de segurança estão no caminho certo. "Queríamos que os índices fossem menores ainda, mas avançamos da taxa de homicídios de 35,27 homicídios a cada 100 mil habitantes em 1999 para 8,84 em junho deste ano”.

Segundo os dados da SSP, o número de homicídios dolosos no Estado diminuiu 10% entre abril e junho deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo secretaria, o índice de homicídio registrado neste mês é o mais baixo em um único mês desde o início do levantamento, em 1995.

“Existem grandes cidades do mundo, inclusive nos Estados Unidos que não têm uma taxa de homicídios como foi registrada no Estado neste último mês”, ressaltou o coronel Camilo. No Brasil a taxa de homicídio é de 25,2 por 100 mil habitantes, segundo o último Mapa da Violência dos municípios brasileiros .

O balanço trimestral revelou 1.054 homicídios no segundo trimestre deste ano contra 1.169 entre abril e junho de 2009. Na cidade de São Paulo, o número de mortes intencionais caiu 13% entre abril e junho.
“É importante ver que está havendo uma queda constante nos índices de criminalidade. No ano passado houve um leve aumento, mas já voltamos aos índices de queda que estávamos registrando. O que reduz a criminalidade é o investimento no setor e o Estado tem investido. Temos o armamento apropriado, temos investimento em equipamentos, temos colete à prova de balas, viaturas com a manutenção adequada e em pouco tempo teremos mais cinco helicópteros. Todo ano o policial tem pelo menos uma semana de treinamento de reciclagem. Isso é fundamental", afirmou o coronel.

Outro dado que apresentou queda nesses três meses em São Paulo, tanto quando comparado com o segundo trimestre de 2009 como com o 1º trimeste de 2010, é o número de civis mortos em confronto com policias militares. Caiu de 155 no trimestre de 2009 para 128 neste ano. “Nossos agentes são treinados para não matar, mas tem de reagir e garantir a segurança da população. Não é uma boa opção em São Paulo enfrentar a policia. Estamos chegando mais cedo aos chamados e isso gera um maior confronto com bandidos. Dezessete por cento de quem entra em confronto com a PM acaba morrendo. O restante é preso ou ferido”.

Apesar dos números serem positivos para a população, um dado chama a atenção da polícia. Neste último trimestre, 12 policias morreram em serviço no Estado. O número não era tão alto desde o 3º trimestre de 2007. Além dessas 12 mortes, 57 policiais morreram em horário de folga ao reagir a um assalto ou intervir em uma ocorrência. “Isso também mostra o comprometimento do policial em São Paulo. A polícia não quer a morte em nenhuma hipótese, nem dos agentes e nem do cidadão".

Para o coronel, a informação da população é fundamental para que a polícia tenha conhecimento das ocorrências e possa melhorar os índices de criminalidade. “A população precisa saber que ela é muito importante nesse processo, principalmente antes do crime acontecer. Se uma pessoa vê algo estranho na sua rua ou no seu bairro, comunique a polícia, ligue para o 190, ou 181 se não quiser se identificar, que a polícia vai até o local saber o que acontece. E essas informações são importantes para inteligência da polícia saber onde as ocorrências estão”.

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