Menos de 10 homicídios dolosos por 100 mil habitantes deixa Estado em patamar de países desenvolvidos, segundo OMS

O Estado de São Paulo começou o ano com uma taxa de homicídios dolosos (com intenção de matar) dentro do patamar considerado não epidêmico pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No primeiro trimestre deste ano, o número de homicídios dolosos diminuiu 18,95%, sendo registrados 9,52 casos por 100 mil habitantes.

De janeiro a março de 2010 foram registrados 1.224 crimes deste tipo, 232 a mais do que o registrado nos mesmos meses deste ano, 992. Esta é a menor quantidade de crimes contra a vida registrada desde 1996 e a primeira vez que o número, num primeiro trimestre, fica abaixo de 1000.

A cidade de São Paulo, com 11 milhões de habitantes, teve uma diminuição de 41,49%, foram 156 mortes intencionais a menos do que em 2010. Na Grande São Paulo, a queda foi de 10,92%, com 31 homicídios a menos e no interior, a diminuição foi de 7,98%, com 45 casos a menos. Se estes números forem mantidos, o Estado fechará 2011 com 9,52 mortes intencionais por 100 mil habitantes, primeira vez na história que São Paulo estaria dentro da média de países desenvolvidos, segundo a OMS.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) e, pela primeira vez, estão divididos por mês, área, município e unidade policial . Segundo a SSP, a redução contínua das mortes intencionais já ultrapassa 70,3% em São Paulo. A taxa de homicídios do Estado, caiu de 35,27/100 mil, em 1999, para 10,47/100 mil, no ano passado. A taxa média anual do Brasil é de 25 homicídios dolosos por 100 mil habitantes.

Homicídios em São Paulo têm caído nos últimos anos
Futurapress
Homicídios em São Paulo têm caído nos últimos anos
De acordo com os dados dos últimos anos, a sazonalidade no Estado concentra maior número de homicídios no verão e menor no inverno. Em 2010, quatro meses apresentaram taxas de homicídios abaixo de 10/100 mil: junho, julho, agosto e setembro. No começo de 2011, nota-se uma mudança deste padrão sazonal, com significativa redução das mortes intencionais em meses quentes. As tentativas de homicídio retrocederam 9,59% no primeiro trimestre de 2011, comparadas a igual período do ano passado. Foram 1.264 casos, contra 1.398 em 2010 – 134 crimes a menos.

O número de prisões de suspeitos aumentou 6%. As polícias registraram 31.787 prisões, 1.802 a mais que no primeiro trimestre de 2010. Os flagrantes de tráfico de drogas, considerados uma medida da atividade policial, registraram aumento de 19%, com 8.805 casos – 1.429 a mais do que em igual período de 2010. As polícias apreenderam 4.521 armas ilegais de janeiro a março.

Crimes com armas

Três dos cinco crimes cometidos mediante grave ameaça voltaram a cair. Houve 1.633 roubos a menos – queda de 2,94%. Os roubos a banco também diminuíram de 66 para 59 casos – redução de 10,61%. A extorsão mediante sequestro, crime que mantinha patamares mais baixos que a média histórica, voltou a cair, de 25 para 18 casos – sete a menos que no primeiro trimestre de 2010. Depois da queda de 16,5% ao longo de 2010, os latrocínios, (roubo seguido de morte) teveram um pequeno acréscimo, com 75 casos no Estado, contra 73 no primeiro trimestre do ano passado.

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